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May/Reino Unido

Theresa May entrega demissão à Rainha da Inglaterra

Theresa May acena para a multidão ao lado de seu marido Philip após seu último discurso no número 10 de Downing Street, o endereço oficial dos premiês britânicos. 24.07.2019
Theresa May acena para a multidão ao lado de seu marido Philip após seu último discurso no número 10 de Downing Street, o endereço oficial dos premiês britânicos. 24.07.2019 REUTERS/Hannah Mckay

Esta quarta-feira (24) é um dia de glória para Boris Johnson. O novo líder do Partido Conservador britânico esteve no Palácio de Buckingham, quando foi confirmado pela rainha no cargo de primeiro-ministro britânico. Theresa May passou sua última noite no número 10 da Downing Street, o endereço oficial dos premiês no Reino Unido.

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O novo e caprichoso chefe do governo britânico, Boris Johnson, começou a construir sua equipe para realizar o que ele prometeu, ou seja, uma saída do Reino Unido da União Europeia até 31 de outubro, com ou sem acordo.

Theresa May conduziu sua última sessão de perguntas e respostas no início da tarde ao primeiro-ministro no Parlamento, de onde saiu muito aplaudida por apoiadores e mesmo opositores. Ela então retornou a Downing Street para um discurso final antes de sair de sua residência para anunciar à Rainha sua demissão e recomendar seu sucessor.

O novo líder do Partido Conservador seguiu Theresa May de perto durante o encontro com Elizabeth II, para dar sequência ao ritual de sua chegada ao poder, como novo chefe do governo britânico, antes de proferir um discurso na chegada ao 10 de Downing Street. Mas isso não impediu que o futuro primeiro-ministro já começasse o trabalho para formar seu governo, segundo o correspondente da RFI em Londres, Muriel Delcroix.

Porque, se nesta quarta-feira o lado cerimonial dominou a cena, com a valsa dos comboios oficiais entre o Palácio de Buckingham e Downing Street, as negociações de Boris Johnson já começaram em grande parte. Johnson deveria anunciar à noite os principais ministros de seu gabinete: Finanças, Interior, Relações Exteriores, Defesa. Os nomes de vários pesos pesados "brexiters" continuam circulando. O destino do antigo rival de Boris Johnson, Jeremy Hunt, é incerto: ele teria recusado a pasta da Defesa e gostaria de uma carteira maior, mas poderia acabar com nada.

O novo premiê escolheu como um de seus conselheiros mais próximos, Dominic Cummings, que conduziu com sucesso a campanha pró-Brexit Vote Leave em 2016. Reconhecido por sua inteligência e talento, ele é uma figura extremamente controversa, abertamente contra o establishment. Odiado pelos pró-europeus que o acusam de desonestidade, mas também pelos mais duros "brexiters", considerados regularmente por Dominic Cummings como “idiotas”. Uma escolha que não deixará de preocupar apoiadores e opositores de Johnson dentro de Westminster ...

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