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Itália/Ponte

Em crise interna, governo italiano homenageia vítimas do desabamento de ponte há um ano

Homenagem aos 43 mortos no desabamento da ponte Morandi, em Gênova, há um ano.  pont Morandi à Gènes.
Homenagem aos 43 mortos no desabamento da ponte Morandi, em Gênova, há um ano. pont Morandi à Gènes. REUTERS/Massimo Pinca

A crise política que agita a Itália é suspensa por um breve momento de união nacional. O presidente italiano, Sergio Mattarella, e líderes de partidos políticos participaram na manhã desta quarta-feira (13) de uma missa em homenagem aos 43 mortos no desabamento da ponte Morandi, em Gênova.

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Os nomes das 43 vítimas da ponte Morandi foram lidos um a um no início de uma cerimônia solene que contou com a presença do chefe de governo italiano, Giuseppe Conte, e de vários ministros, incluindo Matteo Salvini, do Interior. O líder populista abriu uma crise esta semana para derrubar a coalizão de governo formada com o movimento antissistema 5 estrelas, a fim de convocar eleições antecipadas.

No dia 14 de agosto de 2018, chuvas fortes atingiam a região de Gênova. Uma porção de cerca de 1,2 km do viaduto Morandi desmoronou, levando junto carros e caminhões em uma queda de 50m de altura.

A estrutura foi construída nos anos 1960 e constituía o grande eixo rodoviário que permitia o acesso à cidade.

Causas ainda sendo investigadas

As causas do colapso do viaduto ainda são investigadas. O Movimento 5 Estrelas acusa o grupo Atlantia, o principal operador da rodovia onde ficava a ponte, de negligência. O grupo Atlantia, propriedade da família Benetton, desmente as acusações.

As 11h36 minutos, momento exato do desabamento, os moradores de Gênova foram convidados a fazer um minuto de silêncio em homenagem aos mortos.

A coalizão da Liga e o M5S anunciaram que o acidente iria justificar o aumento dos gastos orçamentários na Itália. Essa estratégia inquieta a União Europeia diante da enorme dívida pública italiana, que representa cerca de 134% do PIB do país e é uma das mais elevadas entre os Estados integrantes da zona do euro.

Novas eleições

A coalizão entre o partido de extrema direita de Salvini e o movimento antissistema de Luigi de Maio está em colapso. Salvini afirma que o tipo de governo não funciona mais e pede eleições antecipadas até outubro. Ele espera ganhar o pleito a fim de governar sem coalizão.

O Senado italiano decidiu debater a data de uma nova eleição na semana que vem.  

 

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