Acessar o conteúdo principal
Open Arms

ONG Open Arms rejeita proposta espanhola para receber navio com migrantes

ONG Proactiva Open Arms recusa oferta espanhola para atracar no porto de Algeciras.
ONG Proactiva Open Arms recusa oferta espanhola para atracar no porto de Algeciras. REUTERS/Guglielmo Mangiapane

A organização espanhola de ajuda humanitária responsável pelo barco Open Arms recusou neste domingo (18) a proposta do governo espanhol para receber em Algeciras a embarcação, que leva mais de cem refugiados a bordo. França vai receber 40 pessoas.

Publicidade

A ONG rejeitou a oferta, alegando que a situação é de emergência e que as condições a bordo já estão muito degradadas para uma viagem de cerca de seis dias até Algeciras, ameaçando a segurança dos 105 migrantes e da tripulação.

O Open Arms espera há duas semanas autorização para desembarcar em Lampedusa, na Sicília. Apesar de um acordo europeu para repartir os migrantes, o ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, proibiu o acesso do barco ao porto.

O Open Arms conseguiu desembarcar ontem em Lampedusa 27 menores nao acompanhados.

A França se comprometeu a acolher 40 pessoas do grupo, informou neste domingo o ministério francês do Interior.

O Ocean Viking, barco humanitário das ONGS SOS Méditerranée e Médicos sem Fronteiras, que saiu dia 4 de agosto de Marselha, continua sem porto para atracar após recolher 356 refugiados no mar. O navio está no meio caminho entre Malta e Lampedusa.

Migrantes preferem arriscar a vida

A Marinha líbia anunciou, neste domingo (18), ter resgatado 335 migrantes e recuperado o corpo de mais uma pessoa em duas operações separadas ao norte da capital, Trípoli.

Num dos grupos, a maioria é sudanesa, mas também há cidadãos do Chade, do Egito, da Nigéria, de Benin e da Eritreia.

Desde a queda do ditador Muammar Khadafi em 2011, a Líbia se viu mergulhada no caos, com vários grupos armados em confronto e dois governos rivais.

Apesar dos riscos de uma viagem pelo mar rumo à Europa, os migrantes preferem tentar a sorte a permanecer em seu país, onde são, com frequência, submetidos a abusos, extorsões e torturas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.