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Áustria/Eleições

Após Ibizagate, austríacos voltam às urnas para eleições legislativas

O partido conservador ÖVP de Sebastian Kurz lidera as pesquisas de opinião para as eleições parlamentares que ocorrem após o escândalo Ibizagate.
O partido conservador ÖVP de Sebastian Kurz lidera as pesquisas de opinião para as eleições parlamentares que ocorrem após o escândalo Ibizagate. AFP Photos/Joe Klamar

Os austríacos votam em eleições legislativas neste domingo (29), antecipadas pelo Ibizagate, um escândalo de corrupção que afetou o partido de extrema direita, o FPÖ, em maio de 2019 e dissolveu, na época, a coalizão do governo austríaco entre a direita e a extrema direita.

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Isaure Hiace, correspondente da RFI em Viena

O ex-chanceler conservador Sebastian Kurz é o favorito das eleições na Áustria. Ele está 10 pontos à frente das pesquisas na frente dos socialdemocratas, que se encontram atualmente em segundo lugar, e um pouco à frente do partido austríaco de extrema direita FPÖ. Mas a vantagem do partido de direita parece menos simples do que era em 2017, porque a escolha de um possível parceiro de coalizão governamental, no futuro, parece bem menos óbvia. Será que o partido de Kurz poderá mais uma vez se aliar ao FPÖ, após o Ibizagate?

Durante a campanha, Sebastian Kurz voltou a elogiar com regularidade os resultados da coalizão entre conservadores e a extrema direita, uma coalizão que ele liderou por 18 meses. Como afirmou, durante um debate televisionado na Áustria: "Graças à nossa política, o desemprego foi reduzido, os salários aumentaram, as aposentadorias também e, com a reforma da renda mínima garantida, demos mais àqueles que precisavam e menos aos imigrantes que podiam trabalhar”.

Extrema direita nunca é mencionada por candidato conservador

Mas, desde o escândalo Ibizagate, o candidato conservador evita cuidadosamente dizer que poderia voltar a governar com a extrema direita do FPÖ após as eleições. Além disso, para alguns ativistas como Kurt Kalt, essa aliança não é mais desejável: "Com eles, sempre há declarações ou escândalos extremistas como o de Ibiza, onde queriam vender a República. Simplesmente não pode funcionar", disse.

Mas as outras possibilidades de aliança para o partido conservador são incertas, estima o cientista político Laurenz Ennser. Para ele, os conservadores têm duas opções: "Eles poderiam se aliar aos socialdemocratas, mas acho que há um passado de disputas políticas entre os dois partidos. No Partido Conservador, muitos certamente preferem governar com os Verdes e o partido liberal Neos, mas existem diferenças políticas fundamentais entre eles, que deveraim fazer grandes concessões”, analisou.

É por essa razão que os socialdemocratas afirmam que a aliança entre conservadores e extrema direita, dois partidos ideologicamente próximos, será renovada, e o FPÖ chega a fazer uma campanha aberta pela aliança.

A urgência climática no centro das eleições

Como muitos parlamentos e cidades do mundo, os eurodeputados austríacos adotaram uma moção declarando urgência climática nesta quinta-feira (26). Uma votação simbólica, mas não apenas, segundo a parlamentar socialdemocrata Muna Duzdar: " Esta moção não é vinculativa, mas deixa claro que o clima deve ser uma prioridade. Foi por isso que votamos: tenho certeza de que, no futuro, isso permitirá que ministros ou políticos sejam responsabilizados por elaborar leis climáticas ruins. Haverá muito mais protestos públicos", declarou.

Deputados de todos os lados aprovaram o texto, no meio da campanha eleitoral austríaca, com o tema do meio ambiente no topo das preocupações dos eleitores, segundo várias pesquisas.

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