Acessar o conteúdo principal
Brexit

Johnson prepara nova proposta para Brexit, mas chanceler francês não acredita em acordo

Menos de um mês antes do Brexit, os conservadores britânicos ainda discutem o assunto no congresso anual do partido em Manchester
Menos de um mês antes do Brexit, os conservadores britânicos ainda discutem o assunto no congresso anual do partido em Manchester REUTERS/Henry Nicholls

O chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves Le Drian, se mostrou cético quanto a possibilidade de se chegar a um acordo sobre o Brexit antes de 31 de outubro, data prevista para a divórcio entre o Reino Unido e União Europeia. A declaração do chanceler é feita no mesmo dia em que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou que apresentará novas propostas para um compromisso com Bruxelas.

Publicidade

“Vocês conhecem a posição da França, que considera que o acordo de saída é a melhor solução”, disse Le Drian na Assembleia Nacional nesta terça-feira (1°). “Mas hoje a hipótese de uma saída [do Reino Unido] sem acordo é a mais plausível”, afirmou o chanceler.

Já do lado britânico, o primeiro-ministro Boris Johnson parece mais otimista. O chefe do governo declarou, também nesta terça-feira, que estaria preparando uma nova proposta para Bruxelas, numa tentativa de tirar o país do impasse. A declaração foi feita durante o congresso anual do Partido Conservador em Manchester, onde o Brexit se tornou o tema principal. 

"Vamos fazer uma oferta muito boa, vamos apresenta-la formalmente muito em breve", declarou Johnson à rádio BBC. O premiê, no entanto, não deu detalhes sobre a solução que pretende propor aos colegas europeus. A imprensa britânica especula sobre a entrega de uma proposta ainda esta semana.

Britânicos e europeus intensificaram os contatos nas últimas semanas, mas Bruxelas afirma não ter recebido até o momento informações da parte de Londres que possam resultar em um acordo. Johnson insiste que o Brexit será concretizado no final do mês.

Um mês para chegar a um acordo

O Reino Unido decidiu em 2016 por referendo, com 52% dos votos, encerrar mais de 45 anos de adesão à União Europeia. Sua saída do bloco estava marcada para março passado, mas diante da rejeição do parlamento britânico ao acordo dificilmente negociado com Bruxelas pela ex-primeira-ministra, a conservadora Theresa May, a data foi adiada duas vezes.

O polêmico Johnson, que chegou ao poder no final de julho ao substituir May como líder do Partido Conservador, quer renegociar com a UE o ponto mais conflitante do texto: a chamada "salvaguarda irlandesa" ou como evitar que o Brexit resulte na criação de uma nova fronteira física entre a província britânica da Irlanda do Norte e a República da Irlanda, um país membro da UE.

Diversas versões das propostas britânicas para manter aberta a fronteira terrestre entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda vazaram na imprensa nesta terça. Segundo uma das hipóteses, o governo planejaria fazer os controles alfandegários a vários quilômetros da fronteira.

Uma ideia que o vice-primeiro-ministro irlandês, Simon Coveney, rejeitou de modo imediato. Ele pediu a Londres que apresente uma "proposta séria".

(Com informações da AFP)

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.