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Brexit/UE

Pressionado, Boris Johnson deve pedir adiamento do Brexit se não conseguir acordo

O premiê britânico Boris Johnson.
O premiê britânico Boris Johnson. Reuters

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson poderá solicitará a Bruxelas um adiamento do Brexit se não alcançar um acordo até 19 de outubro, com base em uma lei aprovada recentemente, afirma um documento apresentado a um tribunal nesta sexta-feira (4).

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O documento divulgado nesta sexta-feira faz parte de uma ação judicial apresentada na Escócia por um empresário, ao lado da deputada Joanna Cherry e do advogado Jo Maugham, que exigem do governo conservador que ele acate a lei aprovada pelo Parlamento britânico em setembro, conhecida como “Benn Act”. A legislação obriga o Executivo a pedir um adiamento de três meses para o Brexit, na ausência de um acordo.

O adiamento, no entanto, seria uma contradição com o discurso oficial do premiê Boris Johnson, que repete para quem quiser ouvir que o Reino Unido abandonará a União Europeia (UE) em 31 de outubro, com ou sem acordo.

Jo Maugham indicou que um documento apresentado pela defesa do primeiro-ministro afirma que este solicitará efetivamente um adiamento à UE, num futuro próximo. Em declarações ao canal Sky News, Jo Maugham afirmou que não entende como Boris Johnson poderia então conciliar suas declarações insistindo em que não pedirá um adiamento, "com a promessa que fez à Justiça".

Johnson havia prometido até então respeitar o “Benn Act”, aprovado pela Câmara dos Comuns, mas continuou a excluir qualquer possibilidade de adiar o Brexit.

Tempo hábil para negociar

De acordo com documentos apresentados ao tribunal, o governo britânico anunciou que Boris Johnson enviaria uma carta à União Europeia e aceitaria o adiamento do Brexit, se a União Europeia lhe desse tempo para prosseguir as negociações.

"Se o Reino Unido solicitar tempo adicional, nós obviamente levaríamos em consideração seu pedido", afirmou o primeiro-ministro irlandês Leo Varadkar nesta sexta-feira, durante encontro com o primeiro ministro dinamarquês Mette Frederiksen, em Copenhague.

“Morto no fundo de uma vala”

Johnson apresentou na quarta-feira (2) suas propostas ao bloco europeu sobre a fronteira irlandesa, o principal obstáculo para obter um acordo para o Brexit. Antes, chegou a declarar que preferia estar "morto no fundo de uma vala" a pedir um novo adiamento da saída do Reino Unido da União Europeia, que seria o terceiro desde sua aprovação em um referendo em 2016. Ele não explicou, no entanto, como pretende fazer isso, sem violar a legislação de seu próprio país.

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