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Na sequência de rumores de acordo sobre o Brexit, libra se valoriza

Semana crucial para o Brexit.
Semana crucial para o Brexit. REUTERS/Francois Lenoir

Um acordo entre Londres e a União Europeia para permitir um divórcio amigável ainda é possível, disseram negociadores nessa terça-feira (15), a dois dias de uma cúpula decisiva. Impulsionada pela esperança de uma saída amistosa para o impasse, a libra esterlina teve valorização de 1,30% em relação ao dólar e 1,27% em relação ao euro.

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O negociador da UE, Michel Barnier, compartilhava com seu interlocutor britânico a expectativa positiva para uma conciliação ainda esta semana. "Discussões detalhadas estão em andamento e um acordo ainda é muito possível", confirmou o ministro do Brexit, Steve Barclay.

Ambos os lados trabalham para chegar a uma proposta de acordo a ser apresentada na reunião do conselho em Bruxelas, quinta-feira (17) e sexta-feira (18). O texto legal precisa ser apresentado aos Estados-Membros e ao Parlamento, conforme explicou Michel Barnier, que está em Bruxelas para acompanhar as negociações.

Se houver acordo entre os Chefes de Estado europeus e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, os eurodeputados terão de votar a favor ou contra este acordo.

"Parece que estamos progredindo e as negociações estão caminhando na direção certa, mas por enquanto não está claro se podemos concluir um acordo de retirada a tempo da próxima cúpula”, disse o primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, em uma conferência de imprensa em Dublin.

Anteriormente, um membro do governo alemão havia considerado ser "duvidosa a possibilidade de haver um acordo sobre um texto legal a tempo", depois de ser informado sobre o estado das discussões com os britânicos.

Negociadores ingleses e europeus trabalham contra o relógio para tentar concluir um tratado de retirada antes da data marcada para o divórcio. Boris Johnson reiterou seu desejo de alcançar o Brexit até 31 de outubro, apresentando seu programa no tradicional discurso da rainha Elizabeth II, na segunda-feira (14).

O primeiro-ministro finlandês Antti Rinne, cujo país ocupa a presidência de seis meses da UE, acredita que as negociações poderão continuar após a cúpula desta semana.

O problema das fronteiras

Mais de três anos após o referendo britânico ocorrido em junho de 2016 e que deu a vitória ao Brexit, ainda não foi possível encontrar uma saída para evitar um divórcio brutal.

Ao contrário da proposta de Theresa May, de manter o Reino Unido na União Aduaneira da UE até a conclusão de um novo pacto entre as duas partes, o atual primeiro-ministro, Boris Johnson, rejeitou essa alternativa assim que chegou ao poder, apresentando um novo plano.

Um dos pontos discutidos é como evitar o retorno de uma fronteira entre a Irlanda, membro da UE e a Irlanda do Norte, que é parte do Reino Unido. Seja qual for o resultado das discussões, os europeus pedem vigilância sobre o futuro relacionamento comercial com Londres.

Após o Brexit, o Reino Unido será um "novo concorrente" às ​​portas da UE, alertou a chanceler alemã, Angela Merkel, nessa terça-feira (15). A mesma preocupação existe entre holandeses e franceses, apreensivos com os riscos de uma deficiência no controle de mercadorias na fronteira irlandesa.

 

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