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Brasil-Mundo

Grupo vocal Coralzim integra imigrantes em Lisboa sob a batuta de Leandro Bomfim

Áudio 03:08
O músico brasileiro Leandro Bomfim.
O músico brasileiro Leandro Bomfim. Fábia Belém

O músico paulista Leandro Bomfim dirige em Lisboa o grupo vocal Coralzim, uma homenagem ao povo mineiro, que, na opinião dele, é o “migrante símbolo”. A música ‘Passarim’, um dos clássicos de Tom Jobim, e o regionalismo do escritor Guimarães Rosa também inspiraram Bomfim na concepção do nome do grupo.

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Formado em Música pela Universidade de Campinas (Unicamp), Bomfim já soma 30 anos de trabalhos como professor de música, produtor, compositor e intérprete. Criou bandas, gravou quatro álbuns e já experimentou outras capitais europeias como Paris e Madri. Em 2014, decidiu se radicar na capital portuguesa.

Este ano, quando procurava um espaço para desenvolver o projeto de canto coletivo, ele foi à Casa do Brasil de Lisboa, que acolheu a ideia, inclusive, como instrumento de integração da comunidade imigrante. O Coralzim foi acolhido “como um projeto institucional encampado pela Casa”, diz Bomfim.

Projeto novo

A Casa do Brasil de Lisboa é uma associação sem fins lucrativos que trabalha para promover a integração dos imigrantes que chegam a Portugal. Uma vez que o Coralzim é um projeto novo, com cerca de dois meses, apenas, a Casa ainda não tem fundos europeus para financiá-lo. Então, quem participa paga uma mensalidade de € 40, o equivalente a R$ 180.

O grupo vocal é aberto a jovens e adultos de qualquer nacionalidade e não exige formação musical prévia. As aulas semanais de duas horas incluem formação adequada ao canto coletivo, como musicalização, técnica vocal, além de atividades que envolvem aspectos cênicos, criatividade e música improvisada. Atualmente, o grupo é formado por sete brasileiros e duas portuguesas. Uma delas é Ana Rita Alho, que é vice-presidente e coordenadora de projetos da Casa do Brasil.

“Eu sempre gostei de cantar em casa, e sempre gostei muito de música brasileira. Este projeto veio mesmo a calhar porque consigo ter um lugar, com a minha boa voz ou não”, salienta.

A gaúcha Jaçanã Machado, que trabalha como gestora de projetos na área de informática, conta que encontrou no Coralzim o que procurava – um grupo com o qual ela pudesse aprender a partir das noções básicas de música.

“Porque eu tô [sic] a partir do zero. Ou seja, eu tô [sic] realmente a aprender tudo a respeito de cantar em grupo. É um desafio muito bom”, diz com entusiasmo.

Cancioneiro popular brasileiro

O repertório do Coralzim é composto por temas do cancioneiro popular brasileiro. “Jobim é o nosso patrono oficioso”, ressalta Bomfim, que cita Luiz Gonzaga, Almir Sater, Kleiton & Kledir, Chico Buarque, Adoniran Barbosa e outros autores clássicos. Ele explica que o grupo vocal precisa representar o Brasil com esse repertório e, a partir dele, também descobrir o que há de vontade de inovar enquanto linguagem também.

Por fim, ao falar da importância do Coralzim como projeto capaz de fazer com que pessoas se juntem, se encontrem presencialmente, o paulista reflete:

“Acho que ainda está longe de a gente fazer um grupo vocal pela internet, cada um no seu quarto. Para fazer um grupo vocal a gente tem mesmo de se encontrar.”

Felizmente.

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