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Comércio

Emmanuel Macron e Xi Jinping estreitam relações comerciais em salão de importações de Xangai

O presidente francês, Emmanuel Macron, iniciou uma visita de três dias à China.
O presidente francês, Emmanuel Macron, iniciou uma visita de três dias à China. Ludovic MARIN / AFP

A França é um dos países convidados de honra do China International Import Expo, o grande salão de importações que será aberto nesta terça-feira (5) em Xangai. O presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-dama Brigitte chegaram à cidade chinesa à frente de uma delegação de mais de 70 empresários franceses, principalmente do setor agroalimentar.

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Stéphane Lagarde, correspondente em Pequim

O clima de confiança entre Paris e Pequim poderá ser visto logo na abertura do salão de Xangai. Macron será o primeiro líder estrangeiro a discursar, após a intervenção inaugural do presidente chinês, Xi Jinping. Apesar de curta – pouco menos de três dias –, a visita do chefe de Estado francês será densa, garantiu o diretor-adjunto do Departamento de Assuntos Europeus no governo central, Zhu Jing. Ele sublinhou que o presidente francês "será bem-vindo em outras ocasiões". 

O especialista Wang Yiwei explica os interesses do governo chinês por trás da visita de Macron.

"A chanceler alemã, Angela Merkel, está em fim de mandato. A Alemanha está em declínio, enquanto o Reino Unido sofre com o Brexit. A China tem todo o interesse em zelar por sua relação com a França, por isso esta visita é tão importante", considera Wang Yiwei.

O analista lembra que Macron prometeu ao líder chinês em março passado, quando Xi Jinping foi recebido com toda a pompa em Nice, que ele visitaria a China uma vez ao ano. Convidado para o Fórum da Nova Rota da Seda, ainda no primeiro semestre, Macron declinou pelas divergências que o mega projeto de infraestruturas gera dentro da União Europeia. A presença do francês no Salão de Xangai dissipa qualquer fricção e aproxima Paris de Pequim.

A guerra comercial iniciada pelo presidente americano, Donald Trump, se apresenta como uma oportunidade para os europeus aumentarem suas exportações para o gigante chinês, apesar de Pequim afirmar que negocia com cada país de maneira bilateral. Devido à tensão com os Estados Unidos, nenhum representante do governo americano participa da programação em Xangai. Por outro lado, as empresas americanas são mais numerosas do que no ano passado. Além da França, Itália, Sérbia, Grécia e Portugal estão entre os convidados de honra desta edição.

Macron quer dar à relação com a China uma dimensão europeia. Um dos eventos previstos durante o encontro, reunindo atores do setor agrícola franceses e alemães, contará com a participação da ministra alemã da Educação e Pesquisa, Anja Karliczec, e com o britânico Phil Hogan, comissário europeu para a Agricultura e o Desenvolvimento Rural.

Durante a visita, Paris e Pequim devem assinar cerca de 40 acordos, nas áreas de aeronáutica, satélites, finanças e energias limpas. A França ainda não vai reequilibrar sua balança comercial com o gigante asiático, mas as exportações francesas para o mercado de 400 milhões de consumidores chineses tendem a crescer.

Um dos principais pontos de entendimento entre os dois países são os esforços no combate às mudanças climáticas. A China apoiou a França por ocasião da COP 21, e Paris retribui com o apoio à COP 15 sobre a biodiversidade, que será realizada no ano que vem na cidade chinesa de Kunming. França e China são duas nações com tradição e cultura na área rural, dispostas a
compartilhar projetos responsáveis e sustentáveis nas próximas décadas.

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