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Espanha/ Catalunha

Justiça espanhola emite mandados de prisão contra ex-membros do governo Puigdemont

Membros do governo do ex-presidente regional da Catalunha Carles Puigdemont (foto) são alvo de mandados de prisão emitidos neste 5 de novembro de 2019.
Membros do governo do ex-presidente regional da Catalunha Carles Puigdemont (foto) são alvo de mandados de prisão emitidos neste 5 de novembro de 2019. REUTERS/Hannibal Hanschke/File Photo

A Suprema Corte espanhola emitiu nesta terça-feira (5) novos mandados de prisão internacional contra três ex-membros do governo catalão pela tentativa de secessão de 2017. Em outubro, Carles Puigdemont também foi alvo de um novo mandado.

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Os mandados de prisão contra Toni Comin e Lluis Puig serão entregues "à autoridade judicial competente na Bélgica", para onde fugiram em 2017, assim como Puigdemont, para escapar da acusação da justiça espanhola, disse o Supremo Tribunal em um comunicado de imprensa.

O mandado contra Clara Ponsati foi entregue às autoridades da Escócia, onde ela se instalou.

Comin está sendo processado por "sedição" e "apropriação indevida de fundos públicos", Ponsati por "sedição" e Puig por "desobediência" e "desvio de fundos públicos".

O advogado de Clara Ponsati anunciou que ela vai se apresentar à justiça escocesa em Edimburgo na quinta-feira (7) de manhã para prisão imediata. Na audiência que se seguirá à prisão, sua defesa exigirá que ela seja libertada sob fiança, de acordo com a declaração de seu advogado, Aamer Anwar.

“Tentativa sistemática de criminalizar a luta pela independência”

"Este mandado de prisão é considerado uma tentativa sistemática de criminalizar a luta pela independência liderada por mais de dois milhões de eleitores catalães", disse seu advogado.

A mais alta instituição judicial da Espanha já havia emitido um mandado de prisão internacional em 14 de outubro por sedição e peculato contra o ex-presidente catalão Carles Puigdemont, a figura principal na tentativa de alcançar a independência da Catalunha.

O anúncio do novo mandado de prisão contra Puigdemont ocorreu poucas horas depois que a Suprema Corte sentenciou nove líderes pró-independência - incluindo o número dois de Puigdemont, Oriol Junqueras - a penas de prisão de 9 a 13 anos.

Essa sentença ressuscitou a crise na Catalunha e levou a manifestações de independência, algumas das quais degeneraram em confrontos com a polícia de Barcelona e outras cidades.

Na Bélgica, os advogados de Puigdemont – em liberdade sob supervisão judicial enquanto aguarda a análise do mandado de prisão pela justiça belga - anunciaram sua intenção de contestar a posição do Ministério Público de Bruxelas, segundo eles favoráveis à sua extradição para a Espanha.

Puigdemont e ex-membros de seu executivo haviam sido objeto de mandados de prisão anteriores, mas a Suprema Corte espanhola os retirou após reveses judiciais na Bélgica e na Alemanha.

(Com informações da AFP)

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