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Espanha

Diante da alta da extrema direita na Espanha, socialistas e esquerda radical tentam coalizão

Pedro Sánchez e Pablo Iglesias (d) ao anunciarem acordo de princípio entre socialistas e esquerda radical na Espanha.
Pedro Sánchez e Pablo Iglesias (d) ao anunciarem acordo de princípio entre socialistas e esquerda radical na Espanha. REUTERS/Sergio Perez

O presidente do Executivo em final de mandato e líder socialista, Pedro Sánchez, e o chefe da esquerda radical do Podemos, Pablo Iglesias, alcançaram um pré-acordo para compor um governo de coalizão na Espanha. O anúncio foi feito nesta terça-feira (12), dois dias após a eleição legislativa que consolidou o enfraquecimento das legendas tradicionais e a alta da extrema direita no país.

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"Alcançamos um pré-acordo para compor um governo de coalizão progressista na Espanha, (...) que combina a experiência do Partido Socialista com a coragem do Podemos", disse o chefe da esquerda radical, Pablo Iglesias, após a inesperada assinatura do documento no Parlamento espanhol.

"Este novo governo vai ser um governo categoricamente progressista", pensado para durar os quatro anos da legislatura, porque "a Espanha precisa de um governo estável, não interino, um governo sólido, e precisa já", defendeu Pedro Sánchez. Ambos os líderes disseram que, nas próximas semanas, vão detalhar o programa e a estrutura do governo.

O partido de Sánchez venceu as eleições de domingo (10), mas não obteve maioria e saiu enfraquecido do pleito. A possível coalizão é uma tentativa de colocar um ponto final em meses de bloqueio político na quarta economia da zona euro. Mas, para isso, o possível governo precisará do apoio de outros partidos para obter a aprovação da Câmara Baixa, renovada do fim de semana.

Os socialistas já haviam tentado, sem sucesso, negociar a formação de um governo de coalizão com o Podemos após as legislativas anteriores, em abril. As negociações fracassaram, porém, devido a divergências sobre qual papel o partido da esquerda radical teria no Executivo. O desentendimento levou o país de volta às urnas.

O novo acordo "é tão promissor que supera qualquer tipo de divergência que possamos ter tido nos últimos meses", disse Sánchez, que selou o pacto com um abraço em Iglesias.

Mas, além das declarações otimistas, os líderes da esquerda também se unem para evitar o fortalecimento da extrema direita do partido Vox. A legenda foi a verdadeira vencedora do pleito de domingo, já que duplicou sua representatividade e se tornou a terceira força política do país.

O líder do Vox, Santiago Abascal, defende suspender a autonomia catalã e quer prender o presidente da região, Quim Torra. Ele também promete tornar ilegais os partidos soberanistas.

Liberais podem contribuir

Os socialistas e o Podemos reúnem 155 deputados, motivo pelo qual vão precisar conquistar apoio de outras siglas para alcançar a maioria absoluta de 176, em um Congresso de 350 cadeiras. A preferência dos socialistas é um apoio dos liberais do Cidadãos, que foram esmagados no domingo. Dos 57 deputados que haviam conquistado em abril, a legenda passa a ter apenas dez assentos.

Sánchez também espera poder contar com outros partidos nanicos para não dependerem dos separatistas catalães, que contam com 23 vagas.

(Com informações da AFP)

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