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Bolívia

UE pede garantia de paz na Bolívia, mas presidente interina ameaça levar Morales à justiça

Protestos continuam nas ruas da Bolívia, com um número crescente de partidários de Evo Morales manifestando.
Protestos continuam nas ruas da Bolívia, com um número crescente de partidários de Evo Morales manifestando. REUTERS/Henry Romero

A União Europeia (UE) pediu nesta sexta-feira (15) que o governo de transição da Bolívia garanta paz a segurança. A declaração conjunta foi feita no mesmo momento em que a presidente interina do país, Jeanine Áñez, ameaçou Evo Morales, caso o ex-chefe de Estado retorne ao país.

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"O objetivo imediato das autoridades de transição deve ser garantir a paz e a segurança no país e levá-lo a eleições rápidas", disse a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

Em sua declaração, em nome dos 28 países da UE, a representante de Bruxelas afirma que esse novo pleito deve permitir que o povo "se expresse livremente". Ela convida a todos os partidos a trabalhar "pela reconciliação".

Se voltar, Morales enfrentará a Justiça, diz interina

A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, declarou, também nesta sexta-feira, que o ex-presidente Evo Morales pode voltar ao país de seu exílio no México. No entanto, caso retorne, deverá "responder à Justiça" por irregularidades nas eleições de outubro e por "denúncias de corrupção".

"(Morales) Foi sozinho" e, se voltar, "sabe que tem que responder à Justiça", declarou Añez. "Há um crime eleitoral, há muitas denúncias de corrupção em seu governo", disse a interina, em sua primeira reunião com a imprensa estrangeira no Palácio Quemado de La Paz, três dias depois de se proclamar presidente interina.

Morales, que governou o país por quase 14 anos, disse quarta-feira (13) no México que está disposto a voltar para "pacificar" a Bolívia. Ele afirmou ainda que, com sua renúncia, buscou deter a violência no país.

"Se meu povo pedir, estamos dispostos a retornar (...) Voltaremos cedo ou tarde (...) Melhor que seja o mais rápido possível para pacificar a Bolívia", declarou o ex-presidente em sua primeira entrevista à imprensa no exílio.

A sexta-feira (15) foi marcada por novos protestos violentos em La Paz.
A sexta-feira (15) foi marcada por novos protestos violentos em La Paz. REUTERS/Henry Romero

Segundo dados oficiais, pelo menos dez pessoas morreram e mais de 400 ficaram feridas durante protestos violentos que tomaram conta do país latino-americano desde o dia seguinte às eleições. Nas três primeiras semanas, as manifestações eram organizadas por opositores de Morales. Desde domingo, porém, após a renúncia, são os simpatizantes do ex-presidente que saem às ruas e enfrentam a polícia, reforçada pelos militares.

(Com informações da AFP)

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