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Reino Unido

Premiê britânico quer mínimo de 14 anos de prisão para crimes terroristas no Reino Unido

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, em entrevista à BBC neste domingo (1°).
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, em entrevista à BBC neste domingo (1°). Reuters

Dois dias depois do atentado em London Bridge, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu neste domingo (1°) revisar o sistema de liberdade antecipada de detentos. O premiê anunciou querer instaurar uma pena mínima de ao menos 14 anos de prisão para crimes ligados ao terrorismo no país.

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O autor do atentado de sexta-feira (29), Usman Khan, de 28 anos, era um ex-detento condenado por terrorismo em 2012 e estava em liberdade condicional, após cumprir seis anos de prisão. Ele foi morto por policiais, depois de ser controlado por pedestres, durante o ataque que deixou dois mortos e três feridos. O grupo Estado Islâmico reivindicou o atentado.

"Este sistema tem que acabar. Repito: tem que acabar", declarou Boris Johnson. "Para todas as infrações terroristas e extremistas, a condenação ditada pelo juiz tem que ser efetivamente cumprida: estes criminosos devem cumprir sua pena, sem exceção", reiterou.

O Partido Conservador, ao qual pertence o premiê, defende o endurecimento das leis sobre segurança e terrorismo. No entanto, a oposição teme que esse tipo de medida possa acarretar o acirramento das tensões em relação aos imigrantes no país, onde a xenofobia é crescente.

Apesar de ter interrompido brevemente no sábado (30) a campanha para as eleições legislativas de 12 de dezembro, Johnson voltou à ativa neste domingo. Em entrevista à BBC, o chefe do governo prometeu que, se for eleito, vai "colocar em prática condenações mais duras para delinquentes violentos, agressores sexuais e terroristas".

"Eu reprovo totalmente o fato de que esse homem estava solto", disse, em relação à liberdade condicional do autor do atentado de sexta-feira. "Acho que é completamente revoltante e vamos tomar medidas contra isso", reiterou.

Já o principal rival de Johnson, o chefe do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, afirmou que as pessoas condenadas por terrorismo não devem necessariamente cumprir toda a pena. Para ele, é preciso considerar a natureza das condenações e o comportamento dos detentos no cárcere. "Depende das circunstâncias, da condenação e, é crucial, do que eles fizeram na prisão", afirmou.

Autor do ataque foi imobilizado por ex-detentos

O grupo jihadista Estado Islâmico reivindicou o ataque no sábado, protagonizado por "um combatente" que seguiu "o chamado a atacar cidadãos dos países da coalizão" ocidental que atua na Síria. Usman Khan participava de uma conferência organizada pela Universidade de Cambridge sobre a reabilitação de prisioneiros. O evento acontecia no Fishmonger's Hall, um prédio no extremo norte de London Bridge, onde o ataque começou.

Utilizando um falso colete-bomba, o agressor foi morto a tiros pela polícia, depois de ser contido na ponte sobre o Tâmisa por cidadãos aclamados como "heróis" no Reino Unido. Para alimentar ainda mais a polêmica, a imprensa britânica indicou no sábado que quase todos os que ajudaram a mobilizar o agressor são ex-detentos que foram convidados à conferência na Universidade de Cambrigde. Entre eles, está James Ford, sentenciado em 2014 à prisão perpétua, com reclusão mínima de 15 anos, por ter degolado uma jovem de 21 anos.

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