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Malta/investigação

Família de jornalista assassinada em Malta pede que premiê seja investigado

Manifestantes protestam na frente do gabinete do primeiro-ministro, suspeito de interferir na investigação sobre a morte da jornalista maltesa
Manifestantes protestam na frente do gabinete do primeiro-ministro, suspeito de interferir na investigação sobre a morte da jornalista maltesa STRINGER / AFP

A família da jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia, assassinada em outubro de 2017, pediu à Justiça do país a abertura de uma investigação contra o primeiro-ministro maltês, Joseph Muscat. Os familiares o acusam de ter protegido seu chefe de gabinete, Keith Schembri, que estaria envolvido na morte da repórter.

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A família da jornalista, morta na explosão de um carro-bomba, declarou que o premiê interveio pessoalmente na investigação. Schembri, seu chefe de gabinete, foi acusado de ser o mandante do crime por um magnata indiciado no caso. Ele pediu demissão na semana passada. O premiê também anunciou neste domingo (1) que deixaria o cargo depois da designação, até o dia 12 de janeiro, de seu sucessor.

A jornalista participou das investigações internacionais que ficaram conhecidas como Panama Papers, que revelou uma série de contas off-shore utilizadas para fraudes e sonegação fiscal. Vários políticos e personalidades do país, entre elas Michele Muscat, mulher do premiê, foram mencionados no inquérito. Apesar dos indícios, Schembri foi libertado na última quinta-feira (28), gerando indignação.

Filho de jornalista acusa ex-presidente da Comissão Europeia

Ouvido pela RFI, o filho da repórter, Matthew Caruana Galizia, acusa a Comissão Europeia, e seu ex-presidente, Jean Claude Junker, de "inação". “As únicas instituições que estão fazendo alguma coisa, são as instituições que não são controladas pela Comissão, como o Parlamento Europeu por exemplo. Também há pessoas dentro da Comissão que estão tentando agir, mas foram bloqueadas por Juncker”, acusou.

O Parlamento europeu decidiu enviar uma delegação ao país, para assegurar o respeito ao “Estado de Direito”. Composta por sete membros, ela representa todos os grupos políticos do Parlamento e deve chegar ainda nesta segunda-feira à Malta. Seus representantes devem se encontrar com a família da jornalista assassinada, representantes de organizações não-governamentais e outros responsáveis da polícia e do Judiciário.

Uma nova manifestação que pede a demissão imediata do premiê deve acontecer nesta segunda-feira à noite. Os apoiadores do primeiro-ministro devem, em contrapartida, organizar outro protesto na frente da sede do partido Trabalhista.

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