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Papa/Ano Novo

"Conversão ecológica" e justiça social são destaques de mensagem de fim de ano do papa

Papa Francisco saúda fieis reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano, em 10 de novembro de 2019.
Papa Francisco saúda fieis reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano, em 10 de novembro de 2019. Filippo MONTEFORTE / AFP

O papa Francisco clamou pela redução das desigualdades e condenou as guerras, além de pedir uma saída para as mudanças climáticas em sua mensagem para o início de 2020, divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Vaticano.

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O texto do pontífice argentino, que será lido em todas as paróquias do mundo por ocasião do Dia Mundial da Paz, em 1º de janeiro, é uma análise aprofundada da situação mundial, congregando todos os temas contemporâneos, já reivindicados por ele em outros pronunciamentos.

O líder da Igreja Católica explica no documento as razões pelas quais os fiéis devem se engajar contra todas as guerras e a favor do desarmamento nuclear e da defesa do meio ambiente.

"O abismo entre os membros de uma sociedade, o aumento das desigualdades sociais e a recusa em usar as ferramentas para o desenvolvimento humano integral comprometem a busca pelo bem comum", afirmou o papa em uma das mensagens mais fortes de seu pontificado, em que ele retoma grande parte dos assuntos discutidos durante o ano.

"A guerra é nutrida pela perversão dos relacionamentos, das ambições hegemônicas, dos abusos de poder, do medo do outro e da diferença vista como obstáculo; e ao mesmo tempo alimenta tudo isso", diz Francisco no documento.

“Injustiças sociais”

Na mensagem, divulgada com antecedência para ser lida e estudada por padres em todos os continentes, Francisco reitera sua forte posição contra as injustiças sociais em todos os cantos do planeta. "Nunca haverá uma verdadeira paz a menos que consigamos construir um sistema econômico mais justo", reiterou.

O primeiro pontífice latino-americano, que conhece esse problema de perto, embora não se refira diretamente ao ano marcado pelos protestos na América Latina e no Caribe contra as desigualdades, anuncia que a Igreja Católica está comprometida com a busca de "uma ordem justa”.

O papa argentino também citou o Sínodo da Amazônia, realizado em outubro no Vaticano, no qual a Igreja declara que quem devasta a natureza está pecando. "Precisamos de uma conversão ecológica", disse o papa, que condena "a falta de respeito pela casa comum, a exploração abusiva dos recursos naturais, vista como ferramentas úteis apenas para benefício imediato, sem respeito pelas comunidades locais, pelo bem comum e pela natureza ", escreveu ele.

Em sua mensagem, Francisco novamente condenou a ideia de que a posse da bomba atômica fosse desenvolvida como dissuasão a possíveis ataques, como já o havia dito em recente viagem ao Japão.

"Não podemos afirmar que manteremos a estabilidade no mundo com medo de aniquilação, em um equilíbrio altamente instável, suspensos à beira do abismo nuclear", afirmou.

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