Acessar o conteúdo principal
Brasil-Mundo

Artista carioca Maria Lynch apresenta a primeira exposição solo em Lisboa

A artista Maria Lynch
A artista Maria Lynch L. Quaresma

“Passes” é o resultado de uma residência de quatro meses de Maria Lynch na capital portuguesa e transita entre telas de pinturas em grandes formatos, performances sonoras e instalações em espelhos, uma experiência que parte do universo onírico da artista carioca de 38 anos. “Eu vim fazer uma residência de arte e é bom uma imersão curta porque realmente você foca e só faz isso. Eu tinha quatro meses para produzir todas essas pinturas e tinha a ideia de uma instalação que acabou virando, junto da performance sonora, uma coisa só”, explica a artista.

Publicidade

Correspondente da RFI em Lisboa

“Passes” é a primeira mostra individual de Maria em Portugal. Conhecida como uma artista multidisciplinar, ela começou com pinturas há 15 anos, mas nos últimos sete passou a desenvolver instalações sensoriais com o objetivo de causar algum tipo de experiência ao expectador além da pintura em tela, que envolvesse todos os sentidos. No Rio, Maria já havia experimentado unir as pinturas com pipocas no chão.

“Esta foi a primeira experiência unindo mesmo instalação e ambiente com as pinturas. Já tinha feito também outras instalações sensoriais em tecido. Agora, esta é uma outra abordagem, mas dentro deste intuito.”

Maria Lynch com o dono da Wozen João Cavalcanti
Maria Lynch com o dono da Wozen João Cavalcanti L. Quaresma

 

“Passes” é um convite à uma viagem sensorial além do corpo

Através de rituais para voltarmos à essência, usando a arte como um fio condutor entre o material e o espiritual, Maria Lynch convida o público nesta viagem sensorial para uma reflexão além do corpo, uma reconexão com as energias do universo. Maria propõe uma pausa.

Para ajudar a construir este ambiente, o artista português João Bento foi convidado para criar a intervenção sonora. “Eu estive com a Maria algumas vezes no estúdio enquanto ela estava a preparar as pinturas, gravei várias coisas das suas pinceladas, através de microfones de contato. Foi uma preocupação com a orgânica da própria pintura na temática e desde o início houve a vontade de fazer algo que fosse um pouco espiritual, que conectasse”, relata. “Eu tive a ideia de partir dos copos que as pessoas vão usar para criar sons. Tento entrar um pouco dentro destas pinturas, ir ao universo delas mas também das pessoas que passam”, explica.

A ideia de unir os dois artistas e Brasil e Portugal surgiu da Wozen, um estúdio-galeria comandado por brasileiros. Um deles é o também carioca João Cavalcanti, que conheceu Maria há alguns anos em uma exposição da artista, no Rio de Janeiro. De lá pra cá, encontraram nas pesquisas individuais uma linha de pensamento em comum.

“Ao longo destes 15 anos de carreira, através de performances, instalações sensoriais, da pintura, riquíssimas, Maria vem trabalhando a desconstrução do corpo, da matéria e entrando nesta busca  da nossa conexão espontânea, da beleza”, avalia Cavalcanti.

“Passes” fica aberta ao público até dia 29 de janeiro de 2020, na Rua Afonso Annes Penedo 1A, em Marvila, Lisboa. Entrada livre.

Newsletterselfpromo.newsletter.text

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.