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Áustria/ Verdes

Após escândalo de corrupção, conservador Kurz volta na Áustria em aliança com verdes

O chanceler conservador austríaco Sebastien Kurz (à esquerda) e o chefe dos Verdes, Werner Kogler.
O chanceler conservador austríaco Sebastien Kurz (à esquerda) e o chefe dos Verdes, Werner Kogler. REUTERS/Leonhard Foeger

O conservador Sebastian Kurz assumiu nesta terça-feira (7) o segundo mandato como chanceler da Áustria, à frente de um governo com a participação dos Verdes, com os quais ele planeja "proteger o clima e as fronteiras", após o fracasso de sua coalizão anterior com a extrema direita e de perder o mandato após um escândalo de corrupção.

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O chanceler, os dez ministros do partido conservador ÖVP e os quatro ministros dos Verdes tomaram posse numa cerimônia que contou com a presença do presidente Alexander Van der Bellen.

"É bom poder continuar nosso trabalho para a Áustria", disse Kurz, de 33 anos e cuja aliança com os Verdes, apesar dos repetidos confrontos no cenário político, foi descrita como "exótica" e "improvável" pela imprensa .

Líder eleito mais jovem do mundo, o chanceler afirmou que sua nova aliança é um modelo para a Europa, onde a luta contra o aquecimento global se tornou uma prioridade na agenda do governo. Para isso, nomeou como vice-chanceler o líder dos Verdes, Werner Kogler.

A expectativa agora é que o novo gabinete, mais feminino, jovem e ecologista que o anterior, apazigue o país após a crise política que levou a antecipar o fim do primeiro mandato de Kurz e a coalizão com os nacionalistas do FPÖ em maio de 2018.

A maioria dos ministros tem entre 30 e 40 anos e as mulheres são a maioria no novo gabinete, nove entre oito homens incluindo Kurz.

Economia e ecologia

O primeiro governo Kurz chamou a atenção por suas muitas controvérsias e provocações da extrema direita, sendo interrompido após 18 meses por conta do escândalo de Ibizagate, que forçou o líder do FPÖ a renunciar, depois de ser filmado oferecendo contratos públicos do governo a uma pessoa que teria ligações com um magnata russo.

O novo governo terá que demonstrar que a economia e a ecologia podem andar juntas e que o liberalismo nas questões sociais dos Verdes é compatível com a firmeza de Sebastian Kurz na imigração, integração e Islã. "É possível proteger o clima e as fronteiras", insistiu Sebastian Kurz.

Os Verdes criticaram fortemente as políticas do primeiro governo Kurz com o FPÖ.

Após o colapso da coalizão entre a direita e extrema direita em maio, foram convocadas eleições parlamentares antecipadas nas quais o ÖVP obteve 37,5% dos votos, sem atingir a maioria absoluta. O FPÖ obteve dez pontos a menos e preferiu retornar à oposição.

Em vez de procurar os sociais-democratas, que ficaram em segundo lugar, Kurz preferiu negociar com o movimento ambientalista, que subiu dez pontos nas eleições parlamentares.

Os Verdes, quarta força política do parlamento após o FPÖ, conquistaram menos posições no governo do que a extrema direita em 2017, enquanto os conservadores obtiveram mais ministérios, assumindo, por exemplo, o Ministério do Exterior e do Interior, liderado pelos nacionalistas até maio.

(Com informações da AFP)

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