Acessar o conteúdo principal
Coroa britânica

Príncipe Harry e Meghan se distanciam da coroa e querem independência financeira

Harry e Meghan apresentam seu filho, Archie, nascido em 6 de maio de 2019.
Harry e Meghan apresentam seu filho, Archie, nascido em 6 de maio de 2019. Dominic Lipinski/Pool via REUTERS

O príncipe Harry e sua esposa Meghan anunciaram nesta quarta-feira (8) que renunciariam ao seu papel na família real britânica para obter independência financeira e passar parte do ano na América do Norte. A notícia chocou o país.

Publicidade

A notícia surpresa vem na esteira de um ano turbulento para a monarquia britânica, com sinais de que o casal tem lutado cada vez mais contra as pressões da vida real e das brigas familiares, todas devidamente estampadas nas capas dos tabloides britânicos.

Harry, 35, sexto na linha de sucessão ao trono britânico, apresentou no início de outubro uma série de queixas contra o Daily Mail e o The Sun, acusando-os de violar sua privacidade.

No cmunicado divulgado hoje, Harry e Meghan escreveram: "Pretendemos desistir (do papel) de membros “sêniores” da família real e trabalhar para nos tornarmos financeiramente independentes, continuando a apoiar a rainha".

"Agora estamos planejando compartilhar nosso tempo entre o Reino Unido e a América do Norte, continuando a honrar nosso dever para com a rainha, a Commonwealth e nossos patronos", acrescentaram, assegurando que tomaram essa decisão após muitos meses de reflexão".

Tensão no relacionamento

O duque e a duquesa de Sussex passaram o Natal no Canadá depois de falar da pressão de estar no centro das atenções após o casamento de conto de fadas no Castelo de Windsor em 2018 e o nascimento do filho Archie em maio de 2019.

Eles haviam anunciado anteriormente que iriam perder o Natal com a rainha Elizabeth e o resto da família real, optando por passa-lo com a mãe da duquesa, Doria Ragland.

Harry, sexto da fila do trono, disse em outubro que ele e seu irmão, o príncipe William, estavam em "caminhos diferentes" e admitiram tensão no relacionamento.

"Não nos vemos tanto quanto costumávamos, porque estamos muito ocupados, mas eu o amo muito", disse ele em entrevista à ITV.

Guerra na mídia

Na entrevista à ITV, Meghan também admitiu que foi uma "luta" se tornar mãe enquanto vivia sob um intenso foco da mídia.

Há rumores de uma briga com a esposa de William, Kate, e ela disse que seus amigos britânicos a avisaram para não se casar com Harry. "Os tabloides britânicos destruirão sua vida", disseram seus amigos.

Eles tiraram essas férias prolongadas das famílias reais depois de abrirem em um documentário em outubro suas dificuldades com a exposição na mídia.

A princípio, os tabloides saudaram a chegada da atriz americana como uma lufada de ar fresco para a família real. Eles rapidamente a atacaram com artigos vitriólicos, criticando seu comportamento, depois de uma série de demissões entre os funcionários da casa real e usando o apelido de "duquesa caprichosa". 

Ação contra tabloides

O casal lançou recentemente uma ação legal contra o tabloide britânico The Mail, no domingo, por suposta invasão de privacidade por causa de uma carta da duquesa a seu pai. Ele veio com uma declaração picante de Harry sobre a cobertura geral dos tabloides.

Harry também está processando dois grupos de jornais por suposta interceptação de mensagens de voz enviadas pelo celular.

Questionado se Meghan estava enfrentando as mesmas pressões da mídia que Diana, Harry respondeu: "Eu tenho uma família para proteger. Não vou ser intimidado a jogar um jogo que matou minha mãe."

Nova página

A realeza esperava virar uma nova página em 2020, após um ano de provações e tribulações que a rainha Elizabeth II chamou de "bastante esburacada" em sua mensagem no dia de Natal. Na imagem da rainha, via-se um porta-retrato com a família de William, entre outras fotos de membros da realeza. A ausência de uma foto com a família de Harry chamou a atenção.

O ano passado começou com o marido do monarca, o príncipe Philip, derrubando seu Land Rover depois de bater em um carro que se aproximava.

Ele terminou com 98 anos de idade saindo cautelosamente de um hospital de Londres após quatro noites de tratamento pelo que o Palácio de Buckingham descreveu como uma "condição pré-existente".

Enquanto isso, o príncipe Andrew - muitas vezes chamado de "filho favorito" da rainha - foi perseguido ao longo do ano por alegações de que ele fez sexo com uma das vítimas do pedófilo americano Jeffrey Epstein quando era adolescente. Ele nega as acusações.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.