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UE/Venezuela

Eurocâmara diz que Venezuela é vítima de tentativa de golpe de Estado parlamentar

Deputados europeus reiteram o apoia a Juan Guaidó e pediram que ele seja reconhecido presidente interino por todos os países do bloco.
Deputados europeus reiteram o apoia a Juan Guaidó e pediram que ele seja reconhecido presidente interino por todos os países do bloco. REUTERS/Manaure Quintero

A Eurocâmara condenou, nesta quinta-feira (16), a situação na Venezuela. O Parlamento Europeu afirmou que o país latino-americano é vítima de uma tentativa de golpe e expressou seu apoio ao opositor Juan Guaidó.

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"O Parlamento Europeu condena veementemente a tentativa de golpe de Estado parlamentar pelo regime de Nicolás Maduro e seus aliados", diz a resolução adotada nesta quinta-feira por 471 votos a favor, 101 contra e 103 abstenções. Os eurodeputados também reconhecem "Juan Guaidó como presidente legítimo da Assembleia Nacional e presidente interino legítimo" da Venezuela.

A resolução do Parlamento Europeu, adotada pelos socialdemocratas, liberais, conservadores e eurodeputados do PPE (direita), insta os cinco países da União Europeia (UE) que ainda não reconhecem Guaidó como presidente interino, ou seus representantes políticos, a fazê-lo. O opositor já é reconhecido como chefe de Estados por mais de 50 países.

Os eurodeputados também reiteram o compromisso da UE de trabalhar em uma "solução pacífica e duradoura" para a crise na Venezuela e pedem aos países do bloco que estendam suas sanções contra os responsáveis pela "repressão".

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, confirmou na terça-feira (14) que estão estudando novas sanções, embora essas "não sejam a única ferramenta". Segundo ele, "uma solução sustentável para a crise só pode surgir de um caminho eleitoral negociado, inclusivo e representativo".

Em 2017, a Venezuela se tornou o primeiro país latino-americano sancionado pela UE que, desde então, impôs um embargo de armas, bem como sanções contra 25 autoridades venezuelanas pela "deterioração do Estado de Direito, da democracia e dos direitos humanos".

Repressão aos opositores

Os membros do Parlamento Europeu aproveitaram a ocasião para denunciar o que qualificam de atos de "intimidação" contra os deputados no país, principalmente após a tentativa de impedir que Guaidó participasse da eleição para presidente do Parlamento venezuelano.

O opositor conseguiu ter seu mandato renovado em 5 de janeiro por 100 deputados. Mas, no mesmo dia, Luis Parra chegou a se autoproclamar presidente do Parlamento com apoio chavista, em uma sessão sem Guaidó e outros legisladores, que foram impedidos de entrar no prédio.

(Com informações da AFP)

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