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Linha Direta

Guaidó desafia Maduro e deve pedir mais pressão da União Europeia

Áudio 04:29
Juan Guaidó esteve em Londres, na terça-feira (21), onde foi recebido no Ministério das Relações Exteriores.
Juan Guaidó esteve em Londres, na terça-feira (21), onde foi recebido no Ministério das Relações Exteriores. Alberto Pezzali/Pool

O líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, desembarca em Bruxelas, nesta quarta-feira (22), para se reunir com o Alto Representante para Política Externa da União Europeia (UE), Josep Borrell. Nesta primeira visita oficial de Guaidó à sede do bloco europeu, ele deve pedir mais pressão sobre o governo do presidente socialista Nicolás Maduro.

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Da correspondente da RFI em Bruxelas

Guaidó deve aproveitar o “apoio sem reservas”, declarado por Borrell no início deste mês, para pedir maior restrição de viagens para funcionários do regime venezuelano e aumento das sanções contra oficiais e ex-oficiais fiéis a Maduro.

De acordo com a equipe de Guaidó, um dos objetivos deste giro internacional é “denunciar os vínculos de Maduro com o terrorismo e como estes grupos operam na Venezuela”.

Recentemente, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução solicitando o envio de uma missão a fim de avaliar a situação real no país. Além do embargo de armas, a UE já impôs sanções contra funcionários do Conselho Nacional Eleitoral, do Supremo Tribunal e comandantes e ex-comandantes das forças de segurança e serviços de inteligência venezuelanos.

A situação humanitária na Venezuela forçou milhões de pessoas a deixar o país, provocando uma crise migratória na região, que é debatida com frequência na UE. Em 2020, a estimativa é de que o número de refugiados e migrantes venezuelanos aumente de 4,5 milhões para 6,5 milhões de pessoas.

Posição europeia na crise venezuelana

Guaidó é reconhecido como presidente legítimo da Venezuela por mais de 50 países, entre eles, os do bloco europeu. Recentemente, o Parlamento Europeu condenou a tentativa de golpe do regime de Caracas que impediu Guaidó de presidir uma sessão na Assembleia Nacional.

Desde janeiro passado, o legislativo europeu reconhece o líder oposicionista como chefe de Estado interino do país, de acordo “com a Constituição da Venezuela”, além de expressar “apoio absoluto a seu projeto”. Seis meses depois, em julho, a casa adotou uma resolução condenando o “regime ilegítimo” de Maduro pelo “uso indiscriminado de violência para reprimir a transição democrática, pedindo a volta do Estado de Direito na Venezuela”. A Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, composta apenas por chavistas, acusou Bruxelas de querer desestabilizar o país com a decisão de manter o reconhecimento a Guaidó como presidente interino.

Muitos analistas afirmam que Guaidó é um produto criado pelos EUA e “vendido” como líder da restauração democrática da nação com as maiores reservas de petróleo do mundo.

Giro internacional

Na segunda-feira, Guaidó se encontrou com o presidente da Colômbia, Iván Duque e depois com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, às margens de uma conferência ministerial sobre a luta contra o terrorismo, em Bogotá. Da Colômbia, o líder da oposição venezuelana viajou para Londres e se encontrou com o premiê britânico, Boris Jonhson.

Depois da escala em Bruxelas, Guaidó segue para a Suíça, onde participa do Fórum Econômico de Davos e deve se reunir com o presidente americano, Donald Trump. A última escala do giro de Guaidó pelo exterior será em Madri. Porém, ele não será recebido pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, mas pela ministra de Relações Exteriores, Arancha González Laya.

Esta é a segunda vez que o líder da oposição venezuelana desafia a proibição de viajar imposta por Maduro. É possível que ele seja preso quando tentar voltar para a Venezuela. A última vez que Guaidó atravessou a fronteira, foi em fevereiro passado, quando tentou liderar uma operação internacional para entrada de ajuda humanitária na Venezuela. A operação, a partir da cidade colombiana de Cúcuta, fracassou por causa do bloqueio das Forças Armadas venezuelanas.

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