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Epidemia

OMS muda o nome do coronavírus e estima chances de controlar a epidemia

O coronavirus agora se chama COVID-19 e foi considerado inimigo público número 1, de acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Em Genebra, 11 de fevereiro de 2020.
O coronavirus agora se chama COVID-19 e foi considerado inimigo público número 1, de acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Em Genebra, 11 de fevereiro de 2020. Fabrice COFFRINI / AFP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou nesta terça-feira (11) que existe uma "chance realista de parar" a disseminação no mundo do novo coronavírus, a partir de agora oficialmente chamado "COVID-19".

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"Se investirmos agora, temos uma chance realista de interromper esta epidemia", disse o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em Genebra.

A organização também anunciou que o novo coronavírus agora passa a se chama COVID-19. O novo nome foi escolhido por ser "fácil de pronunciar", e sem referência "estigmatizante" a um país ou população em particular. "CO" significa corona, vírus "VI" e "D" significa "doença" (disease, em inglês), explicou Ghebreyesus. O número 19 indica o ano de sua aparição, ou seja, 2019. A transcrição oficial da OMS coloca todas as letras em maiúsculas.

Cerca de 400 cientistas de todo o mundo estão reunidos em Genebra, na Suíça, para dois dias de reuniões. O objetivo é reunir esforços para intensificar a luta contra o vírus, que já infectou mais de 42.600 pessoas na China continental.

Na abertura da conferência, a diretoria da OMS descreveu a epidemia como "uma ameaça muito grave" para o mundo, apelando a países e cientistas para que intensifiquem as ações e a coordenação dos trabalhos para superá-la.

Ghebreyesus ainda lembrou que "os vírus podem ter consequências mais poderosas do que qualquer ato terrorista".

Pelo menos 1.016 pessoas morreram após a contaminação pelo COVID-19 na China, além de duas vítimas fatais, em Hong Kong e nas Filipinas. Até agora, mais de 400 casos foram confirmados em cerca de 30 países e territórios.

O chefe da OMS também expressou o medo de ver a epidemia se espalhar para países com sistemas de saúde frágeis. "Se o vírus entrar em um sistema de saúde mais fraco, pode causar o caos", completou.

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