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Conferência de Segurança

Ministros da China e do Vaticano participam de encontro histórico na Alemanha

Plenário da Conferência de Segurança e defesa de Munique, na Alemanha.
Plenário da Conferência de Segurança e defesa de Munique, na Alemanha. REUTERS/Michael Dalder

Os ministros das Relações Exteriores da China e do Vaticano, que não mantêm relações diplomáticas formais, realizaram uma reunião histórica na sexta-feira (14) na Alemanha, à margem da Conferência de Segurança e Defesa de Munique. O encontro só foi revelado neste sábado (15) pela mídia oficial dos dois Estados.

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O chinês Wang Yi e o arcebispo Paul Gallagher se encontraram à margem da conferência, em um contexto de aproximação bilateral após um acordo firmado em setembro de 2018 sobre a nomeação de bispos na China.

Durante décadas, os cerca de 10 milhões de católicos chineses tiveram de escolher entre frequentar igrejas homologadas pelo Partido Comunista Chinês (PCC) ou frequentar templos clandestinos dirigidos por religiosos fiéis à Santa Sé. Em todas as regiões da China, a nomeação dos bispos dependia da aprovação do PCC. Mas, segundo os termos do acordo firmado em 2018, Pequim e o Vaticano passaram a definir em comum acordo a nomeação dos bispos católicos.

O Partido Comunista Chinês teme que outras organizações, principalmente religiosas, venham a ameaçar sua autoridade. As autoridades tinham medo da potencial influência política que a Santa Sé poderia representar para os católicos chineses. Por esta razão, os dois Estados ficaram mais de seis décadas sem manter relações diplomáticas, pelo menos desde os anos de 1950.

Depois do encontro entre os dois ministros em Munique, o Diário do Povo, órgão do PCC, indicou que Gallagher e Wang conversaram sobre os esforços da China para combater o novo coronavírus. O chanceler chinês disse que a epidemia está "efetivamente controlada". No entanto, afirmou que o Vaticano pode desempenhar um papel construtivo ao incentivar a comunidade internacional a apoiar os esforços da China para combater a epidemia "de maneira objetiva, racional e científica".

Já o site oficial do Vaticano, o Vatican News, citou um comunicado dizendo que a reunião, realizada durante a conferência na Alemanha se concentrou no acordo de 2018. Os dois lados concordaram "em continuar o diálogo institucional em nível bilateral para promover a vida da Igreja Católica e o bem do povo chinês", afirmou o Vatican News.

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