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UE/Rede criminosa

Policiais desmantelam na Espanha primeira fábrica clandestina de cigarros embaixo da terra

A fábrica clandestina com capacidade para produzir mais de 3.500 cigarros por hora funcionava embaixo de um estábulo no sul da Espanha.
A fábrica clandestina com capacidade para produzir mais de 3.500 cigarros por hora funcionava embaixo de um estábulo no sul da Espanha. Captura de tela

Uma fábrica clandestina com capacidade para produzir mais de 3.500 cigarros por hora foi descoberta embaixo de um estábulo na província de Málaga, no sul da Espanha. Segundo a agência Europol (Serviço Europeu de Polícia) e a Guarda Civil espanhola, esta é a primeira linha de produção subterrânea desmantelada na União Europeia.

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A operação policial, ocorrida em meados de fevereiro, de acordo com a Europol, contou com a cooperação de investigadores das polícias britânica, lituana e polonesa. Os lucros gerados por essa atividade ilegal chegavam a € 625.000 (cerca de R$ 3.000.000) por semana.

Vinte pessoas foram presas, a maioria cidadãos britânicos, além de um lituano e seis ucranianos que trabalhavam a uma profundidade de 4 metros em condições insalubres. Em seu comunicado, a Guarda Civil espanhola relata que os detidos apresentavam dificuldades para respirar quando foram encontrados. "Eles não tinham contato com o exterior", acrescenta o informe. A operação apreendeu 3 milhões de cigarros fabricados sem nenhum controle das autoridades e 17,6 toneladas de tabaco para enrolar.

A Espanha, como outros estados membros da União Europeia, já desmantelou fábricas de cigarro clandestinas. Na Bélgica, pelo menos seis estruturas ilegais foram fechadas entre 2013 e 2017, ano em que quase 30 toneladas de tabaco processado irregularmente foram apreendidas perto de Antuérpia (norte). Esse mercado clandestino representou "46,3 bilhões de cigarros em 2018" e um custo anual de "€ 10 bilhões" para os países do bloco, segundo a Europol.

Em todo o mundo, quase um em cada dez cigarros provém do contrabando, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que supervisiona o Protocolo Internacional de Combate ao Tabaco de Contrabando, que entrou em vigor no final de 2018.

(Com informações da AFP)

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