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Alemanha

Abertura da 70ª Berlinale é marcada por homenagem às vítimas de ataque em Hanau

Os diretores da Berlinale, Carlo Chatrian e Mariette Rissenbeek, ao lado do ator Samuel Finzi (d) durante um minuto de silêncio.
Os diretores da Berlinale, Carlo Chatrian e Mariette Rissenbeek, ao lado do ator Samuel Finzi (d) durante um minuto de silêncio. REUTERS/Annegret Hilse

O pontapé inicial do Festival de Cinema de Berlim, que deveria ser uma celebração da 70ª edição do maior evento da 7ª arte no país, acabou se tornando um ato solene em razão do ataque na véspera na cidade de Hanau, perto de Frankfurt. Um minuto de silêncio foi observado em homenagem às vítimas durante a inauguração da Berlinale nesta quinta-feira (20), e os organizadores insistiram na importância da arte como arma contra a violência.

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Enviado especial à Berlim

Apesar do tapete vermelho e dos preparativos para uma grande festa, não tinha como ignorar o ataque que deixou nove mortos e chocou a opinião pública em razão do cunho racista do atentado. Alguns minutos antes da projeção de “My Salinger year”, filme de abertura com Sigourney Weaver, o júri presidido por Heremy Irons, os organizadores e todos os presentes no Berliner Palast se levantaram em homenagem às vítimas.

No final da tarde os jornalistas presentes no evento já haviam recebido um comunicado exprimindo o pesar dos organizadores após o ataque e lembrando os valores do festival, conhecido por seu engajamento social e político. O texto também ressaltava o fato de que a Berlinale sempre foi sinônimo de tolerância, respeito e hospitalidade.

Em reação ao ataque de deixou várias vítimas de origem curda, também se martelou nos corredores do Berliner Palast a oposição do evento à qualquer tipo de violência e ao racismo.

Mais de 300 filmes e Brasil bem cotado

Até 1° de março, 340 filmes serão projetados na capital alemã. O Brasil este ano bate um recorde de participação, com 19 obras exibidas, entre longas, curtos, documentários e coproduções.

O cinema brasileiro, que já conquistou o Urso de Ouro em 1998, com Central do Brasil, e em 2007, com Tropa de Elite, espera repetir o feito este ano com “Todos os Mortos”, de Caetano Gotardo e Marco Dutra, selecionado na competição para o principal prêmio da Berlinale.

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