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Espanha bate novo recorde com 838 mortes em 24 horas; pandemia ainda não chegou ao pico

Os madrilenhos estão confinados, assim como todo o país, durante a epidemia de coronavírus. 27 de março de 2020.
Os madrilenhos estão confinados, assim como todo o país, durante a epidemia de coronavírus. 27 de março de 2020. REUTERS/Sergio Perez

A Espanha registrou 838 mortes de coronavírus em 24 horas, um novo recorde diário após os 832 óbitos do dia anterior, elevando a pandemia para 6.528 mortos, segundo dados divulgados neste domingo (29) pelo Ministério da Saúde espanhol. 

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O número de casos confirmados chegou a 78.797, um aumento de 9,1% em um dia no segundo país mais afetado pelo Covid-19 depois da Itália, e o que reforçará ainda mais as regras de contenção.

Com exceção de uma inflexão na quinta-feira, o número de mortes diárias continua a aumentar dia a dia na Espanha, onde as autoridades de saúde esperam se aproximar do pico de contágio, observando uma desaceleração na taxa de aumento diário no número de casos e mortes nestes últimos dias.

O número de pessoas curadas também aumentou 19,7% em 24 horas, alcançando 14.709.

Paralisação de todas as atividades não essenciais

Depois da Itália, a Espanha decidiu no sábado (28) intensificar as medidas tomadas para combater a Covid-19, ordenando a cessação de "todas as atividades não essenciais" a partir de segunda-feira (30) por duas semanas.

"Todos os funcionários em atividades não essenciais terão que ficar em casa pelas próximas duas semanas", ou seja, até quinta-feira, 9 de abril, início do fim de semana da Páscoa, disse o chefe do governo Pedro Sánchez.

Saúde, alimentos ou energia, em particular, são consideradas atividades essenciais.

A medida que paralisa todas as atividades não são consideradas indispensáveis deve ser aprovada neste domingo (29) em um conselho extraordinário de ministros, que deve especificar quais setores são exatamente atingidos.

O objetivo é reduzir ainda mais a mobilidade e, portanto, a propagação do vírus enquanto os espanhóis já estão sujeitos desde meados de março a um confinamento rigoroso, que foi estendido até 11 de abril.

Até agora, eles só podiam sair de casa para trabalhar se o "Home Office" não fosse possível, comprar comida, receber tratamento médico ou levar o cachorro rapidamente para passear.

O site do diário espanhol El País deste domingo estampa a paralisação das atividades não essenciais e incita os 47 milhões de espanhóis a ficarem em casa.

(Com informações da AFP)

 

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