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França/governo

Governo francês anuncia plano para "salvar" hospitais públicos

Milhares de médicos, auxiliares, enfermeiros e estudantes desceram às ruas para pedir melhorias nos hospitais
Milhares de médicos, auxiliares, enfermeiros e estudantes desceram às ruas para pedir melhorias nos hospitais REUTERS/Johanna Geron

Os jornais franceses desta quinta-feira (21) destacam as medidas apresentadas nesta quarta-feira (20) pelo primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, para melhorar as condições de trabalho nos hospitais públicos do país.

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Há cerca de dois meses, médicos, enfermeiros e auxiliares protestam contra uma situação cada vez mais tensa nos estabelecimentos e pedem mais investimentos em infraestrutura, salários e formação de profissionais para atender à demanda crescente do número de pacientes.

Os residentes também se uniram ao movimento e estão convocando uma greve ilimitada a partir do dia 10 de dezembro. Para enfrentar reinvidicações que o governo considera legítimas, o Executivo francês anunciou três principais medidas, que, somadas, atingem € 1,5 bilhão em três anos.

A primeira proposta visa melhorar os salários, com a criação de diversos bônus. Ela beneficia médicos, enfermeiros e radiologistas que se comprometerem a atuar nos hospitais públicos por um determinado número de anos. O valor pode variar entre € 10.000 e € 15.000.

A proposta visa superar uma das grandes dificuldades do governo francês, que é a de evitar que os profissionais migrem para clínicas privadas ou abram seus próprios consultórios particulares, bem mais rentáveis, lembra o jornal francês Le Figaro.  O projeto do governo também prevê um bônus específico de € 800, atribuído de maneira permanente, a enfermeiros e auxiliares que ganham menos de € 1.900 mensais em Paris e seus arredores. A minstra da Saúde, Agnès Buzyn, reconhece que, na região, a situação "é específica". Há maior demanda de pacientes e o custo de vida é maior.

A segunda medida visa aumentar o financiamento das atividades dos hospitais públicos, que atingirá € 1,5 bilhão. Cerca de € 300 milhões serão atribuídos aos hospitais já no ano que vem, destaca o Le Figaro. Além disso, € 150 milhões serão investidos todos os anos na compra de novos equipamentos.

O governo também pretende renegociar a dívida de € 10 bihões dos estabelecimentos, dando mais margem de manobra aos investimentos. O terceiro do plano do Executivo francês é dar mais poder aos médicos na gestão dos hospitais - hoje os cargos são ocupados, na maior parte do tempo, por administradores.

Em entrevista ao jornal Le Figaro, Frédéric Valletoux, presidente da Federação dos Hospitais da França, disse que, pela primeira vez, o Estado se compromete a criar meios suplementares para os hospitais. "É um verdadeiro respiro para categoria", resumiu.  Sindicatos, como a CGT, um dos principais da França, entretanto, criticaram as medidas, que privilegiaram apenas os hospitais parisienses.

O coletivo de urgentistas "Inter-Hôpital", também julgou o projeto "insuficiente." Em entrevista ao jornal francês Le Parisien, a ministra da Saúde Agnès Buzyn, declarou que o objetivo do governo é que os hospitais públicos franceses voltem a ser considerados como uma referência, "um tesouro nacional".

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