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França/ Agressão sexual

Francesas pedem boicote do Uber após denúncias de violências sexuais cometidas por motoristas

Usuárias francesas do Uber pedem boicote do Uber. A plataforma também perdeu licença em Londres.
Usuárias francesas do Uber pedem boicote do Uber. A plataforma também perdeu licença em Londres. REUTERS/Mike Blake/File Photo

Várias usuárias francesas denunciam o Uber por ter suprimido de suas redes sociais testemunhos de mulheres que dizem ter sido vítimas de agressões e assédios sexuais por parte de motoristas do aplicativo. Por meio de fotos, elas mostram que seus comentários foram apagados pela equipe de “community managers” do Uber na França. Usando a hashtag #Uberc’estover (Uber acabou), elas pedem o boicote da plataforma.

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O movimento começou com o testemunho de duas estudantes de Estrasburgo, cidade no nordeste da França, denunciando o mesmo motorista. Uma das jovens conta no Twitter que chamou um Uber na noite do 16 novembro com mais três amigos. Após deixar as outras pessoas em casa, o chofer começou a fazer perguntas indiscretas antes de agarrá-la pela mão, tentar beijá-la e passar a mão em sua perna. Em choque, a estudante avisou o Uber e prestou queixa em uma delegacia no dia seguinte. A denúncia viralizou e outras mulheres começaram a contar experiências parecidas. Mais de 150 usuárias já testemunharam até agora nas redes sociais.

Boicote

O pedido de boicote foi iniciado pela conta de Instagram @memespourcoolkidsfeministes, criada pela francesa Anna Toumazoff. Ela foi a primeira a difundir a informação, através de um vídeo, entre seus 31 mil seguidores, no dia 19 de novembro. Em 48 horas ela recebeu uma centena de testemunhos semelhantes vindos de toda a França. Os relatos também se multiplicaram nas redes sociais denunciando a falta de iniciativa do Uber e que os motoristas continuavam ativos e trabalhando na plataforma.

O Uber reagiu nas redes sociais, dizendo que “a segurança dos usuários do aplicativo é uma prioridade absoluta”. Ainda segundo o Twitter da empresa, “toda agressão é tratada dentro de um procedimento intransigente” e que “as situações de assédio e agressão sexual não podem ficar sem resposta”.

Também no Twitter, a plataforma informou que disponibilizou para os usuários, desde 22 de novembro, a possibilidade de fazer reclamações diretamente no aplicativo. Segundo o Uber, em 2020 os passageiros serão contactados gratuitamente por telefone, por empregados formados neste tipo de situação, imediatamente após terem denunciado qualquer problema.

Uber atravessa fase difícil

O mês de novembro começou mal para o Uber, com perdas acumuladas de mais de US$ 1 bilhão entre julho e setembro, a empresa também perdeu sua licença de exploração em Londres, devido a falhas no sistema operacional. Condutores não autorizados ou que tinham sido eliminados da plataforma conseguiam utilizar contas de motoristas ativos do Uber.

Essa decisão é um golpe duro para a plataforma, já que a capital britânica é um dos maiores mercados mundiais do aplicativo, com aproximadamente 3,5 milhões de utilizadores.

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