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Paris/Greve

Metrô de Paris ficará em greve até segunda-feira contra reforma da Previdência

As catracas de acesso a 10 linhas do metrô parisiense ficaram fechadas nesta quinta-feira (5), primeiro dia de greve contra o projeto de reforma da Previdência.
As catracas de acesso a 10 linhas do metrô parisiense ficaram fechadas nesta quinta-feira (5), primeiro dia de greve contra o projeto de reforma da Previdência. REUTERS/Benoit Tessier

A greve dos metroviários de Paris contra o projeto de reforma da Previdência francesa foi prorrogada até segunda-feira (9). Nas assembleias-gerais realizadas pela categoria na manhã de quinta-feira (5), primeiro dia da paralisação, quase todos os empregados da companhia RATP, operadora do sistema de transporte público na região parisiense, aprovaram a continuidade da greve, informaram fontes sindicais.

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A RATP opera 14 linhas de metrô e 351 linhas de ônibus na região metropolitana de Paris. No primeiro dia de mobilização contra a reforma mais importante da presidência de Emmanuel Macron, à frente de um governo de centro-direita, 10 linhas de metrô ficaram completamente fechadas. Apenas as duas linhas automáticas da capital (1 e 14), que funcionam sem condutores, tiveram tráfego normal, com picos de saturação. "A mobilização será muito forte até segunda-feira", afirma Thierry Babec, do Unsa, o primeiro sindicato da RATP.

O projeto de reforma desejado por Macron prevê o fim de 42 regimes especiais de Previdência existentes na França. O generoso sistema de aposentadorias da companhia RATP é um deles.

Dos 45.000 funcionários da empresa, 90%, ou seja, cerca de 41.000 pessoas, têm garantia de emprego à vida e outros benefícios excepcionais. Até 2017, motoristas de ônibus, condutores de metrô e dos trens de subúrbio da RATP podiam solicitar a aposentadoria aos 50 anos de idade. Após um acordo sindical, a idade mínima para requerer o benefício foi prolongada para 52 anos. Os mecânicos de ônibus, das linhas de metrô e agentes encarregados do sistema de sinalização conseguem se aposentar aos 55 anos, mas passarão para 57 anos em 2022. Apenas essas duas categorias reúnem 31.000 agentes na RATP. A idade mínima legal para os franceses que não se beneficiam de um regime especial é fixada em 62 anos.

Pensões elevadas

O acesso à aposentadoria na RATP é facilitado em comparação com o restante da população. Estudos demonstram que os franceses se aposentam cada vez mais tarde. Em 2018, a idade média atingiu 61 anos e 6 meses para os homens e 62 anos e 1 mês para as mulheres.

O valor das pensões dos metroviários e motoristas de ônibus da RATP também é mais elevado do que o da média da população. Para aqueles que fazem a carreira completa na empresa, a pensão média é de € 2.357, contra € 1.472 pagos pelo sistema de Previdência geral.

Sem metrô, a maioria dos parisienses utilizou bicicletas e patinetes para se deslocar na capital. Como a greve estava anunciada há vários dias, muita gente tirou um dia de férias ou trabalhou em casa. É a partir de sexta-feira (6) que o trânsito deve piorar na cidade.

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