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França/condenação

Mélenchon, líder da extrema esquerda francesa, é condenado depois de incidente com polícia

Jean-Luc Melenchon no tribunal de Bobigny, perto de Paris, em 19 septembre de 2019.
Jean-Luc Melenchon no tribunal de Bobigny, perto de Paris, em 19 septembre de 2019. REUTERS/Gonzalo Fuentes

O líder do partido de extrema esquerda A França Insubmissa, Jean Luc Mélenchon, foi condenado nesta segunda-feira (9) a três meses de prisão com sursis e ao pagamento de € 8.000 de multa, pelo tribunal de Bobigny, no subúrbio de Paris. Ele foi acusado de “rebelião e atos de intimidação” depois de um incidente envolvendo membros do partido, a polícia e magistrados, que realizavam uma operação de busca e apreensão na sede da legenda.

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Mélénchon denunciou um “julgamento político”, ao deixar a sala de audiência, nesta segunda-feira (9). “É uma comédia judiciária para me derrubar, o que é bem deplorável porque tem outros meios de me combater”, declarou.

Além do líder da França Insubmissa, foram condenados os deputados Bastien Lachaud e o eurodeputado Manuel Bompard. Os dois partidários do líder de extrema esquerda terão que pagar multas de respectivamente € 6.000 e € 7000, mas sem penas de prisão. O partido terá que pagar € 150.000 de custos processuais.

A confusão aconteceu no dia 16 de novembro de 2018: diversas operações policiais de busca e apreensão nos escritórios do partido foram autorizadas pelo Procurador de Paris, incluindo a sede e a residência do líder de extrema esquerda. Mélenchon era investigado pelo financiamento ilegal da campanha eleitoral do partido, A França Insubmissa, para as eleições presidenciais de 2017.

Em vídeo, Mélénchon força a porta da sede

No vídeo que circulou nas redes sociais, os membros da equipe da Mélénchon aparecem empurrando os juízes e os policiais encarregado de vigiar a porta do local. A cena foi gravada pelo programa "Quotidien", do canal francês TMC, que imortalizou as imagens – a mais famosa é de Mélénchon forçando a entrada da sede parisiense do partido, que estava sendo vigiada por dois policiais.

Amigo de Lula, o político francês visitou o ex-presidente brasileiro em setembro na prisão, na sede da Polícia Federal, em Curitiba, antes dele ser libertado, em novembro.

 

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