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A Semana na Imprensa

Francês coroado melhor chef do mundo anda de metrô, faz artes marciais e usa pó de guaraná

Áudio 02:32
O chef francês Guy Savoy.
O chef francês Guy Savoy. © Laurence Mouton

Em sua primeira edição de 2020, a revista francesa Paris Match publica um perfil do chef francês Guy Savoy, dono do restaurante estrelado que leva seu nome no Palácio da Moeda (La Monnaie), em Paris.

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Em dezembro passado, pelo quarto ano consecutivo, o restaurante Guy Savoy foi eleito o melhor do mundo, segundo "A Lista", uma classificação francesa das mil melhores mesas do planeta. Apesar da fama internacional e do império gastrônomico que construiu, com vários restaurantes na França e nos Estados Unidos, Guy Savoy permanece um homem modesto e de hábitos simples.

Ele dispensa o carro e prefere usar o metrô para ir e voltar diariamente do trabalho. Com a rotina exigente, à frente de 40 pessoas na cozinha, o chef de 66 anos diz que só começou a pensar na saúde depois dos 50 anos de idade. Quando começou, porém, nunca mais largou o mesmo personal trainer, com quem faz aulas, há 16 anos, de boxe tailandês e kung fu. Brincalhão, Guy fala que é melhor começar o esporte aos 50 do que parar nessa idade. Sua poção mágica, para aguentar intensas horas de trabalho em pé na cozinha, é uma bebida energizante bem conhecida dos brasileiros: limonada com pó de guaraná.

Amigos artistas

Um dos maiores prazeres do chef é reunir os amigos, muitos deles artistas, para promover sessões de degustação das novas receitas que inventa antes de incorporá-las ao cardápio de seus restaurantes. Todos os anos, Guy Savoy organiza uma caminhada nas montanhas, com a turma de amigos, para ter mais tempo para o bate-papo sem a pressão da cozinha.

Filho de pai jardineiro e mãe dona de restaurante em Bourgoin-Jallieu, cidade de 56.000 habitantes perto de Grenoble, nos pés dos Alpes, Guy Savoy diz que seu único luxo é a paixão por arte contemporânea. "Herdei da minha mãe, que morreu no ano passado, o gosto de cozinhar e de receber amigos ou desconhecidos em torno de um bom prato. Reconheço que, à parte esses hábitos simples, às vezes sou tomado por uma febre compulsiva que me leva a comprar objetos de arte."

A mulher de Guy Savoy confirma a simplicidade do chef na intimidade, apesar do sucesso que ele alcançou e da fama internacional.

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