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França/ Venezuela

Macron recebe o venezuelano Juan Guaidó no Palácio do Eliseu

131/5000 O opositor venezuelano Juan Guaidó pediu ajuda à elite econômica e política global que se reuniu em Davos em 23 de janeiro de 2020.
131/5000 O opositor venezuelano Juan Guaidó pediu ajuda à elite econômica e política global que se reuniu em Davos em 23 de janeiro de 2020. FABRICE COFFRINI / AFP

O presidente francês Emmanuel Macron recebeu nesta sexta-feira (24) em Paris Juan Guaidó, líder da oposição e presidente encarregado da Venezuela reconhecido por 50 países, informou o Palácio do Eliseu, sede da presidência.

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"O presidente da República se reunirá com Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e presidente de transição para iniciar um processo eleitoral", disse um breve comunicado do Eliseu antes da reunião.

A reunião foi realizada a portas fechadas e não houve comunicação posterior.

Guaidó, que está em turnê européia que já o levou a Londres, Bruxelas e Davos esta semana, quer reunir apoio internacional para organizar eleições democráticas e livres na Venezuela e tirar o presidente Nicolás Maduro do poder, que de acordo com a oposição foi reeleito fraudulento em 2018. Guaidó deve viajar para Madri no sábado.

Após seu encontro com Macron, o líder da oposição planejava se reunir com a comunidade venezuelana francesa e jornalistas na Casa da América Latina, em Paris. Os partidários do governo de Maduro também convocaram uma manifestação para mostrar sua rejeição ao político da oposição.

Na quinta-feira, Maduro disse que a "aventura de golpe" desse líder da oposição "fracassou".

Guaidó foi ratificado em 5 de janeiro como chefe do Parlamento venezuelano, posição da qual se proclamou presidente interino da Venezuela um ano antes.

Saia justa

A um dia da chegada do opositor venezuelano Juan Guaidó à Espanha, o governo espanhol vive uma saia justa  por causa da decisão do presidente Pedro Sánchez de não recebê-lo pessoalmente, mesmo que o país ibérico seja um dos cerca de 50 países que reconheçam a presidência desse venezuelano.

A tensão começou quando um dos ministros espanhóis afirmou ter visto no aeroporto de Madri nesta semana a número dois do governo de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez, que está proibida de viajar para a União Europeia.

A oposição conservadora espanhola, próxima aos movimentos antichavistas da Venezuela, atacou o governo espanhol, pedindo o comparecimento de dois ministros e exigindo que Sánchez se reunisse com Guaidó.

À frente da presidência espanhola desde 2018, Sánchez, socialista, foi um dos primeiros líderes de governo europeus a reconhecer Guaidó como presidente venezuelano, ainda no início de fevereiro de 2019, após acabar o prazo que tinha dado a Maduro para convocar novas eleições.

O governo espanhol delegou a tarefa de receber o líder opositor à ministra de Relações Exteriores, Arancha González, uma decisão que foi mal recebida pela equipe de Guaidó e que deixou a confirmação da visita no ar.

Em Madri, Guaidó se encontrará com o líder do conservador Partido Popular, Pablo Casado. O opositor venezuelano também se reunirá com residentes venezuelanos na praça Puerta del Sol.

Na agenda oficial do governo espanhol não aparece nenhum encontro com Guaidó. A equipe de Sánchez afirmou que o presidente estará fora de Madri, no sábado, visitando áreas afetadas pela tempestade Glória.
 

(Com informações da AFP)

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