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Um pulo em Paris

Protestos contra reforma da Previdência na França levam mais de 1 milhão às ruas, afirmam sindicatos

Áudio 07:08
Manifestações foram registradas em mais de 100 cidades francesas
Manifestações foram registradas em mais de 100 cidades francesas REUTERS/Christian Hartmann

A 7ª jornada de mobilização nacional na França, neste sexta-feira (24), foi marcada por passeatas em mais de cem cidades na França. Segundo os sindicatos, 1,3 milhão de pessoas foram às ruas em todo o país, entre elas mais de 350 mil apenas na capital Paris. Os números do governo divergem, afirmando que apenas 250 mil manifestantes foram contabilizados.

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Aos gritos de “Macron, demissão”, milhares de pessoas desfilaram pelas ruas da França. Em Paris, a passeata percorreu um trajeto no centro da cidade, terminando na place de la Concorde, aos pés da avenida Champs-Elysées e não muito longe do palácio do Eliseu, sede da presidência. Um forte esquema de segurança foi montado, temendo tumulto e atos de vandalismo na dispersão do protesto, mas nenhum incidente grave foi registrado.

Ao contrário das jornadas de mobilização anteriores, quando o transporte público em Paris praticamente não funcionou, nesta sexta-feira trens e metrôs circulavam parcialmente.

Apesar dos mais de 50 dias de greve que afetam principalmente os transportes públicos, o governo segue inflexível e apresentou o projeto de reforma da Previdência aos ministros nesta sexta-feira (24), ao mesmo tempo em que aconteciam as passeatas. O texto começa a ser debatido na Assembleia em 17 de fevereiro.

“Se o governo apresenta no Conselho dos Ministros o projeto de lei, isso quer dizer claramente que Macron desistiu de convencer e que sua intenção é de vencer. E isso é o pior em uma sociedade democrática”, disse o líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon.

Uma pesquisa de opinião realizada pelo instituto BVA e publicada nesta sexta-feira aponta que 70% dos franceses acham que o movimento deve continuar. Já um outro estudo, feito pelo instituto Odoxa, afirma que 56% dos entrevistados querem que a greve pare.

Uma nova jornada de mobilização já está marcada para 29 de janeiro.

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