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Coronavírus/França

Um dos 200 franceses repatriados teve sintomas do coronavírus em voo de volta da China

Franceses que chegaram em voo de Wuhan foram levados para um centro de confinamento no sul da França nesta sexta-feira (31).
Franceses que chegaram em voo de Wuhan foram levados para um centro de confinamento no sul da França nesta sexta-feira (31). REUTERS/Jean-Paul Pelissier

Um dos franceses repatriados da China nesta sexta-feira (31) apresenta sintomas do coronavírus, anunciou o Ministério da Saúde da França. O avião militar trazendo cerca de 200 cidadãos saiu de Wuhan, epicentro das contaminações, e pousou em Istres, no sul do país.

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"Essa pessoa foi diretamente transferida a um hospital e, claro, passará por testes", declarou a ministra da Saúde, Agnès Buzyn. Ela acolheu pessoalmente os cidadãos repatriados na base militar de Istres no final da manhã desta sexta-feira.

Na quinta-feira (30), a ministra havia afirmado que nenhum dos passageiros estava doente. A França conta atualmente com seis casos confirmados do coronavírus (2019-nCoV): o último deles é um médico que tratou de um paciente contaminado.

Buzyn confirmou que os passageiros ficarão isolados durante 14 dias em uma colônia de férias transformada em centro de saúde em Carry-le-Rouet, no sul da França. Segundo ela, os repatriados assinaram um contrato em que se comprometem a não deixar o local durante esse período.

"Expliquei a eles que eles serão acompanhados, que deverão colocar uma máscara fora de seus quartos". Segundo ela, médicos medirão a temperatura dos confinados duas vezes por dia. "Nossos compatriotas estão aliviados de voltar ao país. Eles se sentem mais seguros aqui, eu acho", reiterou a ministra.

Habitantes receosos

Em contrapartida, há preocupação por parte dos moradores de Carry-le-Rouet, onde se encontra o centro de confinamento. Por isso, as autoridades organizaram uma reunião na noite desta sexta-feira para informar a população. "Ninguém precisa ter medo. O vírus é transmitido em um curta distância, de dois a três metros", explicou.

A ministra também confirmou que um segundo voo, trazendo cerca de 350 pessoas, entre franceses e outros europeus, está sendo organizado para sair de Wuhan nos próximos dias.

Perto de Londres, na base aérea de Brize Norton, 83 britânicos e 27 estrangeiros vindos de Wuhan também desembarcaram na tarde desta sexta-feira. "Os contaminados estão chegando", publicou em sua conta no Instagram um dos passageiros, Patrick Graham.

Vacina contra o coronavírus

Na França, o célebre Instituto Pasteur formou um grupo responsável por criar uma vacina contra "o coronavírus de Wuhan". O diretor científico da instituição, Christophe d'Enfert, espera que o medicamento esteja disponível daqui a um ano e oito meses.

"Daqui a oito meses poderemos obter um produto que poderá ser testado em um animal", afirmou. "No final de agosto, começaremos a fase clínica e, se tudo der certo, poderemos disponibilizar uma vacina daqui a 20 meses", reiterou.

A China anunciou nesta sexta-feira que mais de 9.800 pessoas foram contaminadas pelo coronavírus desde sua aparição, em dezembro de 2019. No total, 213 pessoas morreram, todas elas em solo chinês. Entre os infectados, há 1.527 casos críticos e mais de 15 mil casos suspeitos.

Nesta sexta-feira, a Itália, o Reino Unido e a Rússia anunciaram seus primeiros casos. Ao menos dez países registraram infecções entre pessoas: Estados Unidos, Alemanha, Japão, Vietnã, França e Tailândia.

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