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Covid-19

França fecha escolas e universidades a partir de segunda; "Estamos apenas no começo da epidemia", diz Macron

Macron afirma que esta é a maior crise sanitária que a França enfrenta desde o século 19
Macron afirma que esta é a maior crise sanitária que a França enfrenta desde o século 19 Elysee

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou medidas duras de controle ao avanço do coronavírus. A partir de segunda-feira (16), todas as creches, escolas e universidades no território francês ficarão fechadas, e as cirurgias que não são urgentes serão canceladas para liberar leitos de hospitais. As medidas visam enfrentar o que Macron chamou de a "crise sanitária mais grave que atinge a França em um século".

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Em um discurso televisionado de 25 minutos, o presidente francês manteve um tom grave e anunciou medidas sanitárias e econômicas para os próximos meses.

"Estamos apenas no começo dessa epidemia, e em todos os lugares da Europa ela se acelera, se intensifica", afirmou. "E a doença chegará antes aos mais vulneráveis".

Macron pediu que idosos e pessoas com doenças crônicas reduzam ao máximo sua circulação para evitar o risco de contaminação. Em relação ao trabalho, solicitou às empresas que coloquem seus funcionários em home-office.

O governo, no entanto, decidiu manter o calendário de eleições municipais no país. O primeiro turno acontece no próximo domingo (15). 

Segundo o último boletim do Ministério da Saúde, a França tem 2.876 casos confirmados, dos quais 129 em situação grave. Até esta quinta-feira (12), o número de mortos passava dos 60.

Além da França, Portugal, Irlanda, Áustria, Turquia e Noruega anunciaram nesta quinta o fechamento de creches, escolas e universidades.

Governo vai pagar funcionários que não trabalharem

Em cadeia nacional, Macron afirmou que o governo francês deve ampliar seus benefícios sociais, e será responsável pelo pagamento de todos os trabalhores que não puderem ir ao trabalho por conta da epidemia do Covid-19.

Aos empresários, Macron disse que eles poderão adiar o pagamento de seus impostos e contribuições sociais com vencimento em março.

O transporte público será mantido, mas o presidente francês lembrou que todos os deslocamentos desnecessários devem ser evitados.

Ao final de sua fala, Macron lembrou a necessidade de solidariedade para passar este momento de crise e enfatizou a importância de um sistema de saúde público e dos cuidados individuais, como lavar as mãos e evitar o toque, e da cooperação internacional para reduzir os efeitos da doença.

"Este vírus não tem passaporte. Temos de unir forças, coordenar nossas respostas e cooperar."

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