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França transforma trem-bala em ambulância para transportar doentes do coronavírus

Equipe médica transfere um paciente com a Covid-19 para um TGV que saiu de Estrasburgo, no leste, para levá-los a hospitais de outras regiões da França.
Equipe médica transfere um paciente com a Covid-19 para um TGV que saiu de Estrasburgo, no leste, para levá-los a hospitais de outras regiões da França. REUTERS - CHRISTIAN HARTMANN

A França transformou um trem de alta velocidade (TGV) em ambulância para evitar o colapso do atendimento médico durante a epidemia do coronavírus. O trem-bala foi usado pela primeira vez nesta quinta-feira (26) para levar pacientes de regiões em que os hospitais estão saturados para áreas com mais disponibilidade de leitos.

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Nesta manhã, o comboio saiu de Estrasburgo levando 20 pacientes que precisavam de terapia intensiva para hospitais da região Pays de Loire, no oeste do país.

Para isso, a companhia ferroviária pública SNCF adaptou um trem TGV às necessidades de uma ambulância, com macas e equipamento hospitalar.

Cada vagão leva quatro pacientes e uma equipe médica composta por um anestesista, um residente, um enfermeiro-anestesista e três enfermeiros, de acordo com a Direção Geral de Saúde.

Esta é a primeira vez que uma operação deste tipo é realizada na Europa, destacou o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, no início da semana.

No ano passado, a empresa ferroviária francesa já havia testado a possibilidade do uso de um trem como Unidade Móvel Hospitalar. O exercício, feito em maio de 2019, previa levar vítimas de uma área do país a outra no caso de um atentado terrorista.

Distribuição de pacientes

Até o momento, a redistribuição de pacientes do coronavírus do Grande Leste para hospitais de regiões menos afligidas pela epidemia vinha sendo feita por helicópteros e aviões.

Na última semana, ao menos três operações foram realizadas para transferir pacientes do hospital de Mulhouse, na região do Grande Leste, e liberar novos leitos de UTI para outras vítimas do vírus.

A região foi a primeira área do país a ser gravemente afetada pelo coronavírus e é o epicentro da epidemia na França, com 239 mortos. A região de Paris, a mais populosa, conta por sua vez 112 mortes.

Até a tarde desta quinta-feira, a França registrava 2.800 pessoas contaminadas pelo coronavírus em estado grave e mais de 1.330 mortos.

 

SNCF mantém apenas 7% dos trens da França

Com o confinamento imposto pelo governo federal desde o dia 17, o transporte público e a rede ferroviária francesa reduziram a oferta de serviços. A partir do final de semana, apenas 7% das viagens de trens de alta velocidade serão mantidas no país.

Em Paris, o metrô e os trens diminuíram sua frequência e oferecem apenas 30% das viagens habituais, para manter o deslocamento de quem trabalha em serviços essenciais, como de alimentação ou de saúde.

"O transporte é essencial. É importante que quem precisa trabalhar tenha os trens, e em boas condições para poder manter a distância de um metro entre as pessoas", afirmou o secretário de Transportes, Jean-Baptiste Djebbari, em entrevista à televisão France Info nesta quinta.

* Com informações da AFP

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