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Operação "Resiliência" do Exército francês contra coronavírus já está em ação

O presidente francês, Emmanuel Macron, é acompanhado por militares durante visita a Mulhouse, no leste da França. 25/03/2020
O presidente francês, Emmanuel Macron, é acompanhado por militares durante visita a Mulhouse, no leste da França. 25/03/2020 REUTERS - POOL

A ministra francesa da Defesa, Florence Parly, detalhou nesta quinta-feira (26) alguns aspectos práticos da operação militar "Resiliência", anunciada ontem à noite pelo presidente Emmanuel Macron para ajudar no combate à epidemia da Covid-19 na França metropotilana e nos territórios ultramarinos.

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A nova missão das Forças Armadas francesas representa um esforço inédito de à prestação de serviços públicos à população. A França enfrenta uma aceleração da epidemia, com mais de 25.000 casos de infecção pelo coronavírus, 3.000 pessoas em reanimação e mais de 1.300 mortos.

"Resiliência é a capacidade de absorver os choques e superá-los", disse Florence Parly em entrevista à rádio RTL. Segundo a ministra, diferentemente da operação antiterrorista "Sentinela", a nova missão atuará de forma integrada às estruturas civis em funcionamento em todo o território.

O Exército poderá, por exemplo, apoiar as brigadas de bombeiros no transporte de doentes. Aviões A330 Phénix, equipados com material sanitário da Aeronáutica, já participaram nos últimos dias da transferência de pacientes ligados a aparelhos de ventilação artificial de Mulhouse, no leste, onde os hospitais estão saturados, para cidades do sul e do oeste do país.

O porta-hélicópteros anfíbio Tonnerre evacuou outros pacientes de Ajaccio, na iha da Córsega, para estabalecimentos do continente. No último fim de semana, em Toulouse (sul), caminhões do Exército escoltaram material médico para hospitais.

Os militares poderão garantir uma "presença dissuasora" nos locais de armazenamento de máscaras ou respiradores. "Proteger esses locais contra o roubo é absolutamente crucial", insistiu a ministra. Parly não especificou o número exato de militares envolvidos na operação. "Algumas centenas de soldados já estão mobilizados e aumentaremos o contigente de acordo com as solicitações e onde for necessário", declarou.

"Estamos em guerra"

Em seu discurso de 16 de março, Macron repetiu seis vezes a frase "estamos em guerra". Ontem à noite, diante das tendas do recém-inaugurado hospital de campanha de Mulhouse, construído por militares, o presidente francês continuou explorando o léxico militar. Vinte e quatro milhões de franceses acompanharam o novo pronunciamento do chefe de Estado na TV. Pela primeira vez, Macron apareceu diante das câmeras usando uma máscara de proteção.

Além do porta-hélicópteros anfíbio Tonnerre, outros dois porta-aviões da Marinha francesa – Mistral e Dixmude – serão enviados aos territórios franceses no Oceano Índico e nas Antilhas. As duas embarcações possuem pequenos hospitais de bordo e helicópteros que poderão realizar transporte sanitário entre as ilhas. Em função do pequeno número de leitos de reanimação nessas áreas distantes da França metropolitana, as autoridades poderão pedir ajuda a países próximos para a hospitalização dos pacientes em estado grave.

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