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França vai fabricar 10 milhões de máscaras por semana e Macron defende “soberania nacional e europeia”

O presidente Emmanuel Macron durante coletiva depois de visitar uma fábrica de máscaras de proteção. 31/03/2020
O presidente Emmanuel Macron durante coletiva depois de visitar uma fábrica de máscaras de proteção. 31/03/2020 REUTERS - POOL

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta terça-feira (31) que o país vai aumentar a sua produção de máscaras de proteção de aparelhos de respiração artificial, em resposta à pandemia de coronavírus. O chefe de Estado também disse que a França não pode mais ser dependente de outros países para a produção desse tipo de material. A declaração no momento em que o governo é criticado por sua gestão da crise sanitária provocada pela Covid-19, que já matou mais de 3 mil pessoas no país.

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Macron se exprimiu durante a visita a uma fábrica de máscaras na cidade de Saint-Barthélémy-d'Anjou, no oeste do país. Segundo o presidente, até o final de abril “mais de 10 mil máscaras de proteção” serão fabricadas por semana na França, contra 3,3 milhões antes da pandemia da Covid-19. O chefe de Estado também anunciou a criação de um consórcio formado por quatro grandes grupos industriais franceses para produzir, “até meados de maio, 10 mil aparelhos de respiração artificial” que serão distribuídos nos hospitais do país.

O consórcio, liderado pela Air Liquide, é integrado pela empresa de produtos elétricos Schneider Electric, pela fabricante de equipamentos para automóveis Valéo e a montadora PSA, indicou Macron. Os respiradores serão fabricados em uma unidade da Air Liquide Medical Systems e uma da PSA, ambas na região de Paris.

Dependência externa

Diante da falta desses materiais, a França já havia encomendado um bilhão de máscaras vindas da China. Os primeiros carregamentos já começaram a ser entregues.

“Nós devemos reconstruir nossa soberania nacional e europeia”, lançou Macron, que reconhece uma dependência demasiada da França na importação máscaras de proteção. O presidente prometeu uma “independência plena” até o final deste ano.

Questionado sobre a responsabilidade do governo, acusado de falta de preparo diante da crise sanitária, Macron disse que os que procuram fazer críticas nesse momento são “irresponsáveis”. Ele prometeu “transparência total” na hora certa e insistiu que o país deve estar unido neste momento.

Esse, aliás, se tornou o lema do presidente, que vem marcando suas mensagens no Tweeter com uma etiqueta “France Unie” (França Unida).

Atualmente, estima-se que a França precisa de 40 milhões de máscaras por semana apenas para o uso dos funcionários de hospitais e casas de repouso para idosos. A fábrica Kolmi-Hopen, visitada por Macron, é uma das quatro empresas do setor no país e funciona atualmente 24 por dia para tentar suprir a demanda do material.

 

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