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Médicos franceses ensinam 3 ‘regras de ouro’ para se exercitar durante a pandemia

Uma corredora no Jardim das Tulherias, em Paris, em 23 de março.
Uma corredora no Jardim das Tulherias, em Paris, em 23 de março. REUTERS/Charles Platiau

Na França, apesar do isolamento, o governo permite a prática da corrida por no máximo uma hora e sem ir além de um quilômetro da própria residência. Mas, com a epidemia de coronavírus, este pode não ser um bom momento para dar tudo de si, dizem os médicos, porque a intensidade do exercício não favorece a imunidade.

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Por Tom Rossi

O retorno dos dias ensolarados no Hemisfério Norte, junto ao confinamento da população, despertam vontade de praticar esportes. Em meio ao confinamento, os desafios esportivos se multiplicam nas redes sociais. Alguns deles incentivam os “atletas” a irem muito além de seus limites. Uma péssima ideia, segundo Laurent Uzan, cardiologista esportivo de Paris.

"Sabemos que se fizermos muito exercício e se ele for muito intenso, podemos ter uma certa queda na imunidade. E, claramente, essa não é a fase em que é melhor ter menor imunidade. É melhor aumentar este índice. Então, é melhor dar preferência a exercícios que privilegiam a resistência e não o esforço intenso, de duas ou três vezes por semana, tanto quanto possível."

E, ao menor sintoma, é preciso parar o exercício imediatamente, segundo o médico. Laurent Uzan insiste nesse ponto, porque às vezes pode-se ficar doente sem nenhum sinal externo. Daí a necessidade de não se esforçar demais, de não aumentar demais a frequência cardíaca.

"O risco é que o vírus atinja o músculo cardíaco, entre outros. O objetivo, no entanto, é evitar isso, porque as consequências a longo prazo da miocardite ainda podem ser extremamente debilitantes com palpitações, desconforto que pode chegar até a morte súbita", afirma o cardiologista.

Três “regras de ouro” a respeitar

Portanto, é necessário dar prioridade à resistência em relação ao esforço intenso, e preferir se exercitar sempre sozinho. É o que o Dr. Marc Rozenblat, do Sindicato Nacional dos Médicos de Saúde Esportiva, recomenda.

“Como sabemos que vírus desse tipo amam a umidade, imaginamos que eles possam ser encontrados na pele dos atletas e que em caso de suor, ele poderia muito bem participar da transmissão desse vírus”, diz o especialista. "Portanto, se você pratica esportes, ‘três regras de ouro’ devem ser observadas: evite a intensidade, evite entrar em contato com outros esportistas e evite encostar no mobiliário urbano”, conclui Rozenblat.

 

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