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€ 100 bilhões: França dobra valor de plano de apoio para salvar economia

O ministro da Economia da França, Bruno Le Maire, participa de uma conferência de imprensa após a reunião semanal do gabinete, enquanto a disseminação da doença por coronavírus (COVID-19) continua, em Paris, França.
O ministro da Economia da França, Bruno Le Maire, participa de uma conferência de imprensa após a reunião semanal do gabinete, enquanto a disseminação da doença por coronavírus (COVID-19) continua, em Paris, França. REUTERS - POOL

O governo francês mais que dobrou nesta quinta-feira (9) o valor do seu plano de apoio econômico, a fim de limitar as consequências da recessão mais severa na França desde 1945, por causa do aumento da dívida interna e de déficits públicos no meio da pandemia de Covid-19.

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Em entrevista ao diário Les Echos, o ministro da Economia, Bruno Le Maire, anunciou que este plano de apoio seria aumentado para € 100 bilhões de euros, ou mais de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), contra os € 45 bilhões inicialmente planejados, somando todas as medidas orçamentárias e dinheiro a favor de empresas.

"Esses números ainda podem mudar porque a situação e a necessidade de suporte comercial estão mudando rapidamente. Estamos fazendo de tudo para salvar nossos negócios", disse Bruno Le Maire.

O governo examinará na quarta-feira, durante o Conselho de Ministros, uma lei de finanças retificativa que assume uma contração de 6% do PIB este ano, o mais violento choque desde a Segunda Guerra Mundial, devido à epidemia de coronavirus.

Setores inteiros paralisados na França

Enquanto setores inteiros da economia estão paralisados na França, ​​e  à medida que os gastos públicos disparam, o déficit público deve atingir 7,6% do PIB este ano, especifica na mesma entrevista o ministro da Ação e Contas Públicas, Gérald Darmanin. Assim, o total representaria quase o dobro do déficit de 3,9% esperado em março, e superaria o recorde de 7,2% atingido pela França em 2009, durante a crise financeira global.

"Somente para o Estado, teremos mais de € 170 bilhões de euros em déficit orçamentário", acrescenta Gérald Darmanin, que agora espera uma queda de € 37 bilhões da receita tributária. Gastos excepcionais no sistema de saúde e suas equipes passarão de € 2 bi para € 7 bilhões.

Apoio a companhias aéreas e automotivas

O governo francês agora projeta uma dívida pública de 112% do PIB no final do ano, 14 pontos a mais do que havia sido planejado originalmente. Quanto à inflação, ela deve cair para 0,5% este ano devido à queda nos preços do petróleo.

Em relação ao apoio às empresas, Le Maire salienta que alguns setores como o turismo, a aeronáutica ou a indústria automotiva "necessitarão de planos específicos para o fim da crise".

"O Estado apoiará muito rapidamente a Air France, da forma mais adequada", acrescentou o ministro da Economia, estimando que as perdas da empresa "equivalem a vários bilhões de euros por mês".

Muitas empresas francesas se beneficiam de medidas governamentais para adiamentos e remessas de impostos e previdência social, um dispositivo que representa grande parte das despesas comprometidas desde o confinamento, a partir de 17 de março na França.

As empresas francesas também subscreveram amplamente ao dispositivo de financiamento estatal do desemprego parcial, que atinge, atualmente, a quase sete milhões de funcionários a um custo de mais de € 20 bilhões, mais que o dobro da estimativa inicial de € 8,5 bilhões, adiantados pelo governo em meados de março.

 

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