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França/ Política

França homenageia Simone Veil

Reuters

Simone Veil, ex-ministra francesa da saúde no governo de Valéry Giscard d'Estaing e criadora da lei que legalizou o aborto no país em 1975, é a sexta mulher a integrar a Academia Francesa. A cerimônia em presença do presidente francês Nicolas Sarkozy e do ex-presidente Giscard d'Estaing, foi transmitida ao vivo pela televisão francesa, na tarde desta quinta-feira. 

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Ex-presidente do Parlamento Europeu, membro do Conselho Constitucional e ministra em diversos governos franceses, Simone Veil, 82 anos, entra para o seleto círculo dos imortais. A Academia Francesa criada em 1635, para defender a língua e a cultura do país, conta com apenas cinco mulheres que marcaram a história e mais de 700 homens.

A presença do presidente Sarkozy à cerimônia foi inesperada, uma vez que ele havia anunciado em uma carta esta semana, que não assistiria ao momento solene.

Aos 17 anos, Simone foi deportada com sua família para o campo de concentração nazista de Auschwitz, na Polônia. Sobrevivente, ela perde seus pais e o irmão. Feminista e advogada ela foi considerada a "mulher preferida dos franceses", por uma recente pesquisa do Ipof (Instituto Francês de Opinião Pública).

A legalização do aborto completa 35 anos na França, a Lei Veil, como ela ficou conhecida, revela o papel vital de Simone na conquista desse direito. O aborto é legalizado ou descriminalizado em quase todos os países da Europa e nos Estados-Unidos, Canadá, Rússia, Turquia, China e África do Sul. No Brasil, o aborto ainda é considerado "crime contra a vida", de acordo com o Código Penal.

O presidente Lula pediu recentemente a retirada do trecho da terceira edição do Programa Nacional dos Direitos Humanos que "descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos". A questão foi alvo de críticas da Igreja Católica, que se opõem veementemente a legalização no país.
 

Luiza Duarte

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