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Crime/França

Mulher confessa assassinato de seus oito bebês recém-nascidos

O abade Meignotte, colocou algumas velas na entrada da casa onde o casal residia para prestar uma homenagem aos recém-nascidos assassinados.
O abade Meignotte, colocou algumas velas na entrada da casa onde o casal residia para prestar uma homenagem aos recém-nascidos assassinados. Reuters

A mulher acusada pela morte de oito recém-nascidos foi detida em Villers-au-Tertre, uma pequena cidade no norte de França. Após sua confissão, nesta quinta-feira, ela foi indiciada pelos crimes. Esse é o maior caso conhecido de infanticídio na história da França.

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A acusada do crime: a auxiliar de enfermagem Dominique Cottrez , de 47 anos, foi indiciada por homicídio doloso contra menor de 15 anos. Se condenada, ela pode pagar a prisão perpétua. Já o marido ainda não recebeu nenhuma acusação. Já o marido, Pierre-Marie Cottrez, carpinteiro, de 45 anos não foi acusado formalmente. "Temos a impressão que ele descobriu o crime juntamente com os policiais", disse o procurador Eric Vaillant sobre o comportamento de Pierre-Marie Cottrez.

Dominique confessou que sufocou os bebês logo após o nascimento e que o marido nunca desconfiou que ela estivesse grávida e nem dos assassinatos. Ela disse ainda que não queria amais ter filhos e também não teve vontade de procurar ajuda médica para adotar métodos de contracepção. Ela declarou ainda que a série de homicídios ocorreu entre 1989 e 2007 ou 2008. O casal tem duas filhas.

A descoberta macabra de ossos de dois corpos foi feita pelos novos proprietários de uma casa quando eles faziam obras no jardim. Eles alertaram a polícia que, em seguida, descobriu mais seis corpos na nova residência do casal. Ao total, oito corpos de recém-nascidos foram encontrados em Villers-au-Tertre, pequeno vilarejo de 700 habitantes, perto da cidade de Douai, no norte da França. Oficiais das forças de segurança ajudados por cães farejadores confirmaram o infanticídio múltiplo.

O homem e a mulher são descritos pelos vizinhos como pessoas comuns, sem antcedentes criminais e o marido até faz parte do Conselho Municipal. Os conhecidos do casal também disseram que não desconfiavam das gestações de Dominique. Thérèse Gay, secretária da Prefeitura, disse que a acusada de infanticídio sempre esteve acima do peso. “Como ela era meio cheinha, a gente não percebia nenhuma mudança », justificou.

Os moradoers da pequena cidade se dizem chocados com os crimes. Nesta quinta-feira de manhã, o pároco do vilarejo, o abade Meignotte, colocou algumas velas na entrada da casa onde o casal residia para prestar uma homenagem aos recém-nascidos assassinados. “Pensei muito nesses pequenos bebês que não pediram para nascer e que foram descartados pouco após o nascimento », disse.

A polícia local disse que vai continuar a procurar por outros cadáveres apesar de Dominique Cottrez ter se restringido à confissão do assassinato de oito bebês. Uma equipe de psicólogos e de psiquiatras também deve participar das investigações.
 

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