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França/Imigração

Imigrantes tunisianos se refugiam em praça de Paris

A maioria dos imigrantes tunisianos que entram na Europa são homens da faixa etária de 18 a 35 anos.
A maioria dos imigrantes tunisianos que entram na Europa são homens da faixa etária de 18 a 35 anos. REUTERS/Alessandro Garofalo

Mesmo com todas as tentativas da França de impedir a vinda de imigrantes, um grupo de tunisianos está refugiado em uma praça da capital francesa. Sem receber apoio do governo, os cerca de 350 refugiados estão há duas semanas no local apenas recebendo ajuda humanitária de associações e moradores. O debate sobre a imigração será o principal tema do encontro entre Sarkozy e Berlusconi nesta terça-feira, em Roma.

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Flávio Botelho, em colaboração para a RFI

Mais de 300 imigrantes tunisianos estão refugiados em uma praça do 19° distrito de Paris e em torno do anel viário da cidade. Os imigrantes, que possuem entre 18 e 35 anos, segundo as associações franco-tunisianas que estão no local para auxiliá-los, dizem que dezenas de novos clandestinos poderão chegar nos próximos dias. O grupo de imigrantes tunisianos está dormindo a céu aberto e não conta com condições mínimas de higiene. Enquanto aguardam a definição de sua situação na França, eles recebem apoio humanitário de associações e de tunisianos residentes na capital francesa.

A questão migratória, ponto de atrito entre França e Itália nas últimas semanas, ganhará mais um capítulo com o encontro nesta terça-feira entre o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, em Roma. Este fluxo migratório deverá ser o principal assunto da reunião entre os dois dirigentes europeus, tudo por conta do debate sobre a forma como o governo francês está tratando a vinda de milhares de imigrantes para a Europa, que fugiram dos conflitos no norte da África.

Há uma semana, a França proibiu a entrada de um trem vindo da Itália com imigrantes tunisianos providos de um visto provisório concedido pelo governo italiano. E nessa última sexta-feira, o governo francês anunciou que o país tem a intenção de suspender temporariamente o tratado de livre circulação europeu: os acordos de Schengen, assinados em 1985.

O anúncio dessa última intenção do Estado francês provocou uma série de reações. Segundo o ex-primeiro ministro Dominique de Villepin, os acordos de Schengen "não são uma peneira". Villepin considera que a atitude do governo francês de suspender provisoriamente a livre circulação na União Europeia é errada e dá uma má impressão do país no exterior.

O conselheiro especial da presidência francesa Henri Guaino justificou neste domingo, em entrevista ao programa de TV "Dimanche soir politique", do canal i-Télé, que a vontade do governo francês é uma "posição coerente, que não contém nada de anti-europeu". Segundo Guaino, a suspensão dos acordos de Schengen se dará em "casos excepcionais". "O princípio da livre circulação não quer dizer que a Europa renuncie a controlar suas fronteiras", disse o conselheiro de Sarkozy.

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