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Direitos

Paradas gay em Paris e Berlim levam milhares de pessoas às ruas

Simpatizantes LGBT participam da Parada do Orgulho Gay, neste sábado, em Paris.
Simpatizantes LGBT participam da Parada do Orgulho Gay, neste sábado, em Paris. Reuters

Um dia depois de o Estado de Nova York aprovar o casamento entre homossexuais, milhares de europeus saíram às ruas para celebrar a Parada do Orgulho Gay. Em Paris, a manifestação acontece numa atmosfera política, com reivindicações dirigidas aos candidatos às eleições presidenciais de 2012. Em Berlim, o tema é a luta contra a homofobia no esporte, na véspera da abertura da Copa do Mundo de Futebol Feminino na Alemanha.

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Nova York tornou-se nesta sexta-feira o sexto Estado americano a legalizar o casamento gay. A vitória dos homossexuais nos Estados Unidos foi celebrada na Europa, principalmente na França onde a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo é a principal reivindicação do movimento gay para a classe política. 

Em Paris, a 10ª Parada do Orgulho Gay saiu das ruas do bairro de Montparnasse para chegar à praça da Bastilha. No final, os participantes fazem um "beijaço". Organizada como todos os anos pela Inter LGBT, uma entidade que reúne mais de 60 organizações de defesa dos direitos dos homossexuais, a manifestação conta com o apoio de políticos socialistas no cortejo, entre eles o prefeito da capital, Bertrand Delanoé, homossexual assumido, e o ex-ministro da Cultura Jack Lang.

Os simpatizantes denunciaram a visão preconceituosa e atrasada da direita francesa, especialmente dos deputados da UMP, o partido do presidente Sarkozy, que rejeitaram em junho um projeto de lei socialista propondo a legalização do casamento gay. A menos de um ano das eleições presidenciais, os militantes saíram às ruas com cartazes onde se lia "mesmas famílias, mesmos direitos", "pela igualdade de direitos eu desfilo em 2011" e "em 2012, eu voto". Os homossexuais franceses cobram as promessas feitas durante as campanhas anteriores e lembram que também fazem parte do eleitorado.

De acordo com o porta-voz da Inter LGBT, Nicolas Gougain, “a igualdade de direitos não avançou na França nos últimos quatro anos”. Segundo o militante, as intenções de progresso manifestadas pelo governo durante as presidenciais de 2007 foram esquecidas. As associações pedem uma ampliação do Pacs, o pacto de união civil aberto à pessoas do mesmo sexo em vigor no país. Várias reivindicações ligadas à questão da homoparentalidade também estão presentes nas faixas do evento parisiense.

Contra a homofobia no esporte

Os homossexuais alemães aproveitam o início da Copa do Mundo de Futebol Feminino, a partir deste domingo no país, para dar um cartão vermelho à homofobia no esporte. Este foi o tema escolhido para animar a 33ª Christopher Street Day, nome oficial da Parada do Orgulho Gay de Berlim. Segundo os organizadores, ainda é um tabu no mundo esportivo assumir a homossexualidade, daí a necessidade de despertar as consciências.

O desfile em Berlim foi reforçado por 53 carros alegóricos. Cheios de humor e irreverência, alguns participantes baixaram as calças diante de fotógrafos e câmeras de televisão. O movimento LGBT também tem um apoio de peso na Alemanha, o prefeito da cidade, Klaus Wowereit, gay assumido. O presidente da Federação Alemã de Futebol, Theo Zwanziger, também desfilou.    

No mundo, o casamento homossexual já foi legalizado em uma dezena de países, como Holanda, Bélgica, Espanha, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Canadá, África do Sul, Argentina e em seis estados americanos, com o de Nova York. No Brasil, o Supremo Tribunal Federal concedeu em maio os mesmos direitos dos casais heterossexuais às uniões homossexuais estáveis. 

São Petersburgo reprime manifestação

Já as autoridades russas, apoiadas pela polícia de São Petersburgo, reprimiram uma manifestação programada na cidade. A Parada Gay Eslava deveria reunir homossexuais da Rússia, Ucrânia e Bielarus, mas foi duramente reprimida pela polícia, que deteve vários manifestantes. Entre eles estava Nikolai Alexeiev, líder do movimento em defesa dos direitos dos homossexuais na Rússia. Gays e lésbicas sofrem forte preconceito no país. Todos os desfiles que eles tentaram organizar desde 2006 foram reprimidos.

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