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Reportagem

Falha dos pilotos poderia ter causado queda do AF 447

Áudio 02:13
Uma das caixas-pretas do vôo do AF 447.
Uma das caixas-pretas do vôo do AF 447. Reuters/Charles Platiau

Mesmo que o congelamento das sondas Pitot tenha sido confirmado, são as falhas humanas que estão no centro do terceiro relatório oficial do Escritório de Investigações e análises, o BEA, que apura as causas do acidente com o voo AF 447, que fazia a rota entre Rio de Janeiro e Paris.O novo documento aponta uma sucessão de erros dos pilotos como principal causa do acidente. O diretor do BEA Jean-Paul Troadec explicou a sequência de falhas e afirmou categoricamente que a situação poderia ter sido controlada. Segundo ele, “foi um acidente complexo, mesmo que tenha durado pouco tempo”. Segundo ele, o acidente começou com a desconexão do piloto automático, decorrente da perda das informações de velocidade, muito provavelmente causada pelo congelamento das sondas Pitot por cristais de gelo. Nesse momento, o piloto deve ter procedido de maneira duvidosa, empinando o aparelho, o que causou a perda de sustentação do avião. “Mas antes de entrar nessa situação de estol (perda de sustentabilidade do avião), com certeza a situação poderia ter sido controlada”, afirmou Troadec.Ele também apontou possíveis falhas na formação dos pilotos da Air France, que não haviam sido treinados para enfrentar a situação de estol (perda de sustentabilidade do avião) em grandes altitudes.O relatório também faz dez novas recomendações de segurança. A primeira pede que as autoridades reguladoras revejam o conteúdo dos programas de treinamento e de controle e imponham principalmente a implantação de exercícios específicos e regulares dedicados à pilotagem manual em caso de situações de estol. Outras recomendações dizem respeito ao registro de parâmetros de vôos adicionais e da instalação a bordo dos aviões de gravadores de imagem que permitam visualizar o conjunto do painel de bordo.Grupo para estudar o “Fator humano”Também segundo Troadec, ainda restam muitos dados a serem analisados. Um dos fatores que ainda não foi elucidado, por exemplo, é a atitude tomada pelo piloto. Ainda não é possível entender, a partir do material analisado, porque o piloto tomou a decisão de embicar o avião. Por isso, segundo o presidente do BEA, será criado um grupo de trabalho denominado "Fator Humano", que se encarregará de estudar as condições psicológicas e ergonômicas no momento do acidente que poderiam ter influenciado na queda do avião.Segundo o BEA o relatório final sobre o acidente com o AF 447 ficará pronto somente no primeiro semestre de 2012.Ouça aqui as declarações de Jean-Paul Troadec, diretor do BEA.  

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