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França/Política

França celebra os 600 anos de Joana D’Arc em meio a campanha

Imagem de Joana D'Arc datando de 1505.
Imagem de Joana D'Arc datando de 1505. Getty Images

Os franceses celebram nesta sexta-feira, 6 de janeiro, os 600 anos do nascimento de Joana D'Arc, figura mítica, queimada viva em 1431. Heroína militar e ícone religioso, o personagem histórico também integrou a cena política contemporânea, usada como musa da extrema-direita nas últimas duas décadas.

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A França comemora o aniversário de Joana D’Arc, uma de suas principais heroínas do país. Nascida em 1412 na cidade de Domrémy, a chefe de batalha que simbolizou a luta contra as forças inglesas durante a guerra dos 100 anos (de 1337 a 1453), é até hoje uma das figuras emblemáticas da história francesa. Queimada viva após ter sido condenada por heresia, ela foi durante muito tempo um mártir, antes de ser beatificada e canonizada no início do século XX.

Mas com o passar dos anos Joana D’Arc também se tornou um trunfo para as forças políticas francesas, que usam a heroína como um símbolo da união do país. Mas mesmo se ela foi utilizada pelos republicanos, pelos monarquistas, pelos católicos e pelos laicos, sua imagem está principalmente associada à extrema-direita atual. Um dos exemplos é a tradicional passeata do dia 1° de maio do partido Frente Nacional, que termina todos os anos com um discurso em frente a estátua de Joana D’Arc em Paris. Mas com a aproximação das eleições presidenciais, muitos analistas ressaltam que o personagem é aproveitado pelos demais partidos, inclusive pelo chefe de Estado, que tenta sua reeleição nesse momento.

Nessa sexta-feira, durante um discurso para celebrar o aniversário da heroína, Nicolas Sarkozy homenageou a líder da “resistência” da França. Em resposta às críticas da oposição, que o acusam de tentar seduzir eleitores da extrema-direita em plena campanha para a reeleição, o presidente disse que “Joana D’Arc não pertence a nenhum partido, a nenhuma facção e a nenhum clã”.

O discurso do chefe de Estado acontece um dia antes da festa de comemoração do aniversário da heroína organizada pela Frente Nacional em Paris. A candidata do FN às presidenciais, Marine Le Pen, ironizou a posição de Sarkozy. “Eu fico muito contente de ver que a Frente Nacional é potente e que obrigue o presidente da República a homenagear essa grande figura que pertence a todos os franceses e que deveria inspirar o presidente”, disse a candidata.

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