Acessar o conteúdo principal
França/ silicone

Autoridade sanitária reitera que próteses francesas são seguras

Enfermeira mostra uma prótese de silicone defeituosa da marca francesa PIP, extraída de paciente na cidade de Nice no último dia 5 de janeiro.
Enfermeira mostra uma prótese de silicone defeituosa da marca francesa PIP, extraída de paciente na cidade de Nice no último dia 5 de janeiro. REUTERS/Eric Gaillard

As autoridades sanitárias francesas afirmaram ontem que todas as próteses mamárias vendidas no país estão “nas normas”, e se negou a avaliar os produtos por classificação de qualidade. A Agência Francesa de Produtos de Saúde (Afssaps) decidiu se pronunciar depois que um cirurgião demonstrou desconfiança sobre a segurança dos produtos disponíveis no mercado.

Publicidade

Uma das líderes do mercado francês e mundial, a PIP, é acusada de vender silicone defeituoso, feito com material industrial e impróprio para o uso humano. “A campanha de inspeções realizadas após o caso PIP junto aos fabricantes não revelou nenhuma inconformidade”, disse um representante da agência.

Na véspera, Maurice Mimoun, cirurgião-chefe do Serviço de Cirurgia Plástica Reconstrutora e Estética do hospital Saint Louis, em Paris, havia declarado que a Afssaps negou o seu pedido de saber os índices de ruptura de cada marca. Este era o principal problema das próteses PIP, o que provocava o vazamento do líquido para o corpo das usuárias. “Quero saber qual é a composição dos géis e a taxa de resistência das capas protetoras, laboratório por laboratório”, disse. “Nós não somos uma agência de classificação de risco”, retrucou a agência francesa.

Face aos riscos das próteses PIP, o governo francês recomendou a retirada do silicone de 30 mil mulheres que portavam o silicone da marca no país. Ontem à noite, o dono da empresa, Jean-Claude Mas, criticou a atitude do Ministério da Saúde, afirmando que o produto não é tóxico.

“O ministro, ate onde eu sei, não é um cientista. Ou seja, era impossível de ele saber se esse gel era tóxico ou não, e agora tem 500 mil pacientes com dúvidas”, argumentou. O homem, que até hoje ainda não foi visto em público desde que o escândalo eclodiu, ainda repetiu que jamais escondeu que utilizava um produto não autorizado pelas autoridades sanitárias francesas.

Ontem, a Organização Mundial da Saúde se expressou pela primeira vez desde que o caso veio à tona e aconselhou todas as mulheres no mundo que consultem seus médicos, caso elas sintam dores e suspeitem de uma ruptura do implante da marca PIP.
 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.