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França/ Toulouse

Sarkozy pede que vídeos de atirador de Toulouse não sejam exibidos

Presidente francês, Nicolas Sarkozy, durante discurso nesta segunda-feira, em Ormes, no centro da França.
Presidente francês, Nicolas Sarkozy, durante discurso nesta segunda-feira, em Ormes, no centro da França. REUTERS/Philippe Wojazer

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, se uniu aos familiares das vítimas do atirador de Toulouse e pediu nesta terça-feira aos canais de televisão que não exibam os vídeos dos crimes cometidos pelo jihadista Mohamed Merah, recebidos ontem pela redação da emissora Al-Jazeera em Paris. "Peço aos diretores de todos os canais que não os exibam sob nenhum pretexto, em respeito às vítimas e à República", argumentou Sarkozy em um discurso para policiais e magistrados.

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A família de Jonathan Sandler, o professor da escola judaica de Toulouse assassinado ao lado dos dois filhos por Mohamed Merah, havia solicitado mais cedo que as imagens não sejam publicadas. "A família pede a todos os meios de comunicação que não exibam o vídeo e respeitem sua dor e luto", declarou o advogado da família, Patrick Klugman. “Vamos recorrer a todos os meios judiciais possíveis para impedir tal difusão", acrescentou.

Também a mãe de um dos soldados paraquedistas assassinados pelo atirador implorou para que as cenas jamais sejam mostradas. "É meu filho que morreu, um filho de 30 anos. E querem mostrar isto como se fosse um filme. Por favor, não quero ver isto", declarou à AFP Latifa Ibn Ziaten.

O canal Al Jazeera, que recebeu as imagens em um pen-drive, por carta, anunciou que decidirá ao longo do dia se exibirá ou não as imagens, após uma reunião da direção-geral da emissora, no Catar.

Mohamed Merah, francês de origem argelina, de 23 anos, que tinha um histórico de delinquência juvenil, se converteu ao jihadismo, viajou ao Paquistão e Afeganistão e alegava integrar a Al-Qaeda. Ele matou três militares, três crianças e um rabino nas cidades de Toulouse e Montauban, sudoeste da França, entre dias 11 e 19 de março. Ele filmou os crimes com uma pequena câmera que transportava presa ao corpo. O atirador foi morto em 22 de março em um tiroteio com a polícia, durante uma operação para prende-lo no apartamento no qual estava cercado.

Expulsão de extremistas

O presidente francês anunciou hoje que a expulsão da França de suspeitos de extremismo religioso será acelerada, e as pessoas que fizerem declarações “infames” contra o país não serão autorizadas a entrar em solo francês.

“Nós vamos acelerar os procedimentos de expulsão por motivos de ordem pública. Os extremistas jogam com as nossas formalidades administrativas. Temos o dever de sermos mais eficazes”, afirmou Sarkozy, durante uma cerimônia de homenagem aos militares mortos por Mohamed Merah, no palácio do Eliseu. “Todos os que fizeram declarações infames contra a França ou os valores da República não serão autorizados a entrar no nosso país.”

O presidente disse que pediu à Direção Central de Informação Nacional (DCRI) verificar a situação de “todas” as pessoas cujo risco de realizar um ataque extremista no país já foi verificado.

 

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