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França/Saúde

Estudo revela que 70% das francesas querem emagrecer

Médicos estão preocupados com a banalização dos regimes extremos.
Médicos estão preocupados com a banalização dos regimes extremos. Pete Souza/Wikimedia Commons

Estudo constata que mais da metade dos franceses não estão satisfeitos com seus corpos, mesmo se não apresentam problemas de excesso de peso. Para especialistas, o uso de produtos dietéticos e substitutos alimentares não são a melhor alternativa para quem tenta emagrecer.

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O desejo de emagrecer é cada vez mais presente na França, inclusive entre as pessoas que não tem problemas de excesso de peso. Essa foi a constação de um estudo do Instituto da Saúde e da Pesquisa Médica (Inserm) após entrevistar cerca de 105 mil voluntários durante três anos. Os resultados apontam que 7 entre 10 mulheres francesas querem emagrecer. Entre os homens, metade também quer ter um corpo mais esbelto.

Mas o que preocupa os cientistas é que a obsessão pela magreza tem atingido até aqueles com peso em nível considerado normal. Desse grupo, 58% das francesas assumiram fazer regimes e 27% dos homens exprimiram o desejo de emagrecer.

"Existe realmente um problema de percepção dos corpos, nos modelos difundidos pela moda e pelas mídias. Essa pressão na nossa sociedade faz com que mesmo as pessoas de peso normal, nem obesas, nem em sobrepeso, façam regimes", comenta Serge Hercberg, coordenador responsável pela pesquisa. Segundo o estudo, 30% das francesas iniciaram ao menos 5 vezes um regime de emagrecimento e 9% delas já passaram das 10 tentativas.

Para perder alguns quilinhos indesejados, os especialistas rejeitam os regimes à base de substitutos alimentares e produtos dietéticos. De acordo com o estudo do Inserm, 40% dos entrevistados que adotaram esse método notaram sua eficiência apenas a curto prazo. Os cientistas garantem que a melhor maneira de emagrecer, com saúde, é combinar uma alimentação balanceada com atividades físicas. A técnica é aprovada por 76% dos entrevistados, que perceberam sua eficácia a longo prazo, com a perda de peso após 6 meses do início da dieta. 

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