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Brasil/França

Tomada de controle do Pão de Açúcar pelo Casino é destaque na imprensa

Supermercado Pão de Açúcar.
Supermercado Pão de Açúcar. Reuters

Ao tomar o contrôle total do Grupo Pão de Açúcar, o grupo francês Casino se torna o novo rei da distribuição no Brasil, afirma a manchete do suplemento de economia do Le Figaro que circula neste final de semana. Foi a vitória de uma estratégia a longo prazo do grupo francês no Brasiul, estima o jornal

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Enfim, sozinho no controle de sua filial brasileira Pão de Acúcar, escreve o jornal ao se referir à conclusão do acordo assinado em 2005 entre Abílio Diniz e Jean-Charles Naouri, filho do fundador, atual presidente e principal acionista do Casino. Na sexta-feira, Naouri assumiu a presidência do Conselho de Administração da Wilkes, holding de controle do GPA.

O grupo francês tem nas mãos o destino do líder local da grande distribuição no Brasil que teve um faturamento de 23 bilhões de euros no ano passado, escreve o Le Figaro, lembrando que o país, com seus quase 200 milhões de habitantes vai se tornar dentro de dois anos, o quinto maior mercado mundial.

Para dar a dimensão do bom negócio do Casino, o jornal informa que a rede Pão de Açúcar explora 1.600 lojas e também é proprietária de duas redes especializadas em eletrodomésticos, as Casas Bahia e o Ponto Frio e ainda de um site de venda de produtos na internet.

O Casino se tornou majoritário no Conselho de Administração e agora tem 8 representantes de um total de 15, escreve o jornal. Ainda segundo o acordo de 2005, Abílio Diniz continua como presidente não executivo no Conselho mas teve que ceder 4 cadeiras, entre elas a de seus dois filhos, escreve o Le Figaro.

A tomada de controle do GPA não apenas significa não ter que dividir mais o poder com Abílio Diniz, mas representa também uma mudança profunda na imagem do Casino. É que até então, o grupo francês integrava apenas uma parte de seu faturamento nas contabilidade global do grupo, correspondente à sua participação na filial brasileira.

Agora, os resultados do Casino, que já realiza 58% de seu faturamento fora da França, vão melhorar já que nos países emergentes, como o Brasil, os negócios vão de vento em popa. O volume de vendas diminui no início do ano no país, mas as medidas tomadas pelo governo para estimular o consumo vão dar frutos no segundo semestre, aponta o jornal.

Os planos do Casino para o Brasil incluem reforçar o modelo desenvolvido na França, de estimular o chamado “comércio de proximidade” e de vendas pela internet.

Para o Le Figaro, o presidente do Casino colhe os frutos de uma visão estratégica que ele adotou ao focalizar o crescimento do grupo nos mercados emergentes. A empresa francesa entrou no capital do GPA, em grandes dificuldades, em 1999, numa época em que ninguém se arriscava a investir no Brasil.

A recompensa da estratégia de longo prazo do Casino chegou, escreveu o Le Figaro, lembrando também a determinação de Naouri ao não ceder à investida de Abílio Diniz que se associou ao Carrefour para forçar a saída do Casino.

Naouri venceu porque a lei estava de seu lado e também porque ele soube demonstrar às autoridades brasileiras seu conhecimento sobre os desafios do Brasil e sua disposição em desenvolver a liderança da empresa no setor, escreve o Le Figaro.
 

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