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Crise/Educação

Universitários franceses empobrecem mais rápido do que resto da população

Os universitários franceses voltam às aulas em setembro.
Os universitários franceses voltam às aulas em setembro. Reuters

A crise está atingindo duramente os universitários franceses. Relatório do principal sindicato estudantil da França, Unef, divulgado nesta terça-feira mostra que eles emprobecem duas vezes mais rápido que o resto da população.

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O custo de vida de um estudante universitário francês subiu este ano 3,7%, isto é, o dobro da inflação no país calcula o primeiro sindicato estudantil da França. O aumento dos alugueis, mais 10,8% em Paris por exemplo, mas também de produtos de primeira necessidade são apontados com os responsáveis.

O segundo sindicato do pais estima que um universitario gastará em setembro, primeiro mês do ano letivo na França, 2.434 euros, o equivalente a cerca de 6 mil reais, para viver e pagar as taxas escolares. Este valor aumentou 50% nos últimos dez anos enquanto as bolsas de estudo e outros dispositivos de ajuda subiram muito pouco.

Assim que assumiu, o governo de François Hollande valorizou as bolsas em 2,1%. Um aumento considerado insuficiente pelos sindicatos. O valor máximo de uma bolsa universitária na França é hoje de 469 euros por mês e apenas 20% dos universitários têm esse benefício.

Com a crise, as famílias de classe média não conseguem mais ajudar seus filhos, os estudantes não obtém empréstimos bancários para financiar seus estudos e são obrigados a trabalhar. 73% dos quase dois milhões de meio de estudantes franceses declaram ter que trabalhar atualmente, contra 48% em 2006. E um estudante que trabalha multiplica por dois suas chances de fracasso na universidade, alerta o Instituto francês de Estatística.

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